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Apesar de receita recorde, Flamengo extingue canoagem e dispensa Isaquias



Flamengo anuncia o fim da canoagem olímpica e do remo paralímpico para 2026, decisão que contrasta com o faturamento de R$ 2 bilhões do clube



Gabriel Assunção e Isaquias Queiroz - Brasileiro de Canoagem Velocidade
Gabriel Assunção e Isaquias Queiroz (Foto: CBCa)

O Clube de Regatas do Flamengo anunciou a extinção das modalidades de canoagem olímpica e remo paralímpico a partir de 2026. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (5) e ocorre em um momento de faturamento histórico do clube, que atingiu a marca de R$ 2 bilhões em receita na última temporada.

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Em nota oficial, o Flamengo informou que encerra a participação na canoagem após uma “avaliação estratégica” alinhada às premissas do esporte olímpico do clube. O comunicado destaca a passagem de Isaquias Queiroz, campeão olímpico e dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, que defendeu o clube por cerca de sete anos nesta última etapa. Também são citados Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e o técnico Roberto Maehler.

Segundo o clube, a decisão está relacionada ao fato de os atletas da canoagem não residirem nem realizarem treinamentos no Rio de Janeiro, o que, de acordo com o Flamengo, inviabilizaria a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos.

Além da canoagem, o Flamengo também confirmou o encerramento do pararemo. A nota agradece aos atletas Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior e deseja sucesso na continuidade de suas carreiras esportivas.

Dinheiro sobrando

A medida chama atenção por ocorrer em contraste com a situação financeira do clube. Com a conquista da Libertadores, o Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a alcançar R$ 2 bilhões de receita em um único ano. Apenas nos três primeiros trimestres de 2025, o clube já havia contabilizado cerca de R$ 1,56 bilhão, impulsionado por premiações, direitos de transmissão, patrocínios, negociações de jogadores e arrecadação com jogos.

Descaso com o futebol feminino

O cenário de cortes em modalidades olímpicas e paralímpicas também se soma a questionamentos recentes sobre outras áreas do esporte rubro-negro. Em outubro de 2025, uma reportagem das Dibradores mostrou problemas estruturais no futebol feminino.

A jornalista Renata Mendonça, juntamente com o portal, trouxeram imagens do campo de treino com dimensões abaixo do padrão oficial. Além disso, a ausência de espaços adequados de academia e fisioterapia e mudança do local de treinamentos para o Centro de Futebol Zico. Para 2026, o clube anunciou ainda uma readequação orçamentária na modalidade feminina, junto à troca no comando técnico da equipe.

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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