A contratação dos três últimos MVPs do NBB para o mesmo elenco colocou o Mogi Basquete no centro do mercado nacional para a temporada 2026/27. Georginho e Lucas Dias deixaram o pentacampeão Franca, enquanto Dontrell Brite chegou do Bauru para completar o trio. Com a movimentação, uma pergunta passou a acompanhar o projeto: de onde vem o dinheiro do Mogi?
Victor Sarro, CEO do clube, explica que o investimento é sustentado por uma combinação de patrocínios privados e leis de incentivo. Segundo ele, a própria montagem de um elenco com nomes de peso também ajuda a atrair novos parceiros.
“Muita gente questiona de onde vem o dinheiro de Mogi. São duas junções: patrocínio privado e leis de incentivo. Tem muita gente apoiando. Trazer os dois mais o Brite significa que a gente trouxe os três últimos MVPs, isso atrai parceiros. Está sendo muito legal a experiência. O campeonato começou e é com eles, tem que ganhar”, afirmou Sarro.
A reportagem da Olimpíada Todo Dia foi acompanhar o primeiro jogo do Mogi Basquete para conhecer o projeto, conversar com jogadores, comissão técnica e Victor Sarro para entender como o clube montou seu novo elenco.
Três MVPs no mesmo time
O movimento de maior impacto do Mogi foi reunir Georginho, Lucas Dias e Dontrell Brite. A chegada dos dois primeiros teve ainda um componente importante. Eles jogam juntos desde os 16 anos e tinham a intenção de manter a parceria após o fim dos contratos com o Franca.
“Acredito que Mogi tem tudo para ser um projeto vencedor, com bons princípios, companheiros de equipe e espírito vencedor. Não hesitei e acreditei que ia ser um projeto muito bom e um grande desafio. Mogi tem uma história e acredita que pode construir uma história vitoriosa. A gente joga junto desde os 16 anos. Temos sintonia dentro e fora de quadra. É uma dupla bem vitoriosa nos últimos anos e espero que possa continuar com essa parceria nos próximos”, afirmou Georginho.
Lucas Dias também explicou que a possibilidade de continuar ao lado do companheiro teve peso na decisão. “É uma coisa muito boa fazer parte de um clube com bastante história e que respira basquete. A equipe inteira está trabalhando muito. Todo mundo, todos os jogadores, compraram essa ideia. Estou feliz de fazer parte de um grupo especial. Quando encerrou o contrato em Franca, recebemos proposta juntos. A gente queria jogar junto. Era uma preferência jogar junto. Temos uma parceria muito grande e a gente se entende muito na quadra”, afirmou.
Mogi reforça elenco para buscar títulos
O Mogi não se limitou às três principais contratações. O clube também trouxe Rafael Paulichi, Daniel Von Haydin, Danilo Fuzaro e Lucas Cauê para ampliar as opções do técnico Fernando Penna.
Com o novo grupo, os jogadores deixam claro que a ambição é alta. “O céu é o limite para nós. Começando agora com o Paulista, porque faz dez anos que não conquista. Uma grande vitória para começar nossa temporada. Super 8, para se classificar e depois conquistar. Assim a gente vai caminhando para construir algo grande”, projetou Georginho.
Lucas Dias seguiu a mesma linha. “Esse é o objetivo. Montou um time para ser campeão, buscar todos os títulos. A gente sabe da qualidade do nosso time”, afirmou. “A temporada passada foi maravilhosa. Fomos vice-campeões do Paulista e ficamos entre os oito melhores do NBB. Mas agora a diretoria decidiu dar um passo a mais. Fomos agressivos no mercado e trouxemos jogadores olímpicos e versáteis. Estou muito contente e otimista”, completou o técnico Fernando Penna.
De comediante a CEO do Mogi
Fora da quadra, Victor Sarro é um dos personagens do novo momento do clube. Conhecido nacionalmente pelo trabalho como comediante, ele admite que não tinha ligação com o basquete antes de entrar no projeto. “Queria ter uma história linda, mas confesso que não acompanhava o basquete”, contou.
Segundo Sarro, a aproximação começou após um convite de Paulinho, seu sócio. Um jogo do Mogi contra o Corinthians, clube para o qual torce, despertou seu interesse. Depois, ao acompanhar uma partida diante do Pinheiros, decidiu mergulhar de vez no projeto.
Hoje, Sarro pretende trabalhar não apenas o desempenho da equipe, mas também a experiência oferecida ao público no ginásio Hugo Ramos. “Eu quero ser o cara que vai mudar a história do basquete brasileiro. Quero transformar em uma empresa igual à NBA. Show o tempo inteiro”, afirmou.
Acostumado a fazer o público rir em seus shows, o CEO brincou com a expectativa criada pelo elenco dentro de quadra. “Com esse time é para sair feliz. Eu pretendo sair muito feliz de lá”, disse.
Novo projeto aumenta a cobrança
A estratégia do Mogi combina recursos de patrocinadores privados e leis de incentivo com a tentativa de tornar o próprio time mais atrativo comercialmente. Na avaliação de Sarro, reunir jogadores de destaque aumenta também o interesse de potenciais parceiros.
O outro lado da equação é a cobrança por resultados. Depois de movimentar o mercado para 2026/27, o Mogi entra na temporada com objetivos mais ambiciosos e um elenco que assume publicamente a intenção de disputar títulos. A partir de agora, a resposta precisa vir dentro da quadra. Como resumiu Victor Sarro ao falar sobre a montagem do projeto: “O campeonato começou e é com eles, tem que ganhar”.



