A campanha do pentacampeonato do Sesi Franca no NBB foi marcada por muita superação, e a trajetória do pivô Cristiano Felício é o retrato perfeito de como o elenco precisou lutar contra as adversidades. Logo após a cerimônia de premiação, ainda com a medalha no peito, o jogador não escondeu a emoção ao relembrar o drama vivido com uma grave lesão sofrida no início da temporada.
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A volta por cima
O drama do camisa 6 começou nas semifinais da BCLA (Basketball Champions League Americas), gerando uma enorme apreensão sobre o seu futuro na equipe. “Achei que ia ser grave, bati o pânico ali de já ter machucado a perna anteriormente”, desabafou o atleta.
O processo de recuperação demandou muito esforço e sacrifício para tentar retomar o condicionamento em meio ao ritmo já acelerado do time. “Consegui voltar depois de cinco meses. Ficar fora aquelas duas, três semanas eu senti bastante, até porque estava todo mundo num ritmo muito forte, jogando a temporada inteira, e eu sentindo que estava voltando a esse ritmo”, explicou Felício.
O retorno às quadras também exigiu uma forte tolerância física. “Eu sentia muita dor, treinava com muita dor. Treinava com o sub-18, sub-20 para poder estar retornando a esse ritmo, e a gente sabe que é difícil”, completou.
A importância de Lucas Dias
Em meio ao choro e às pausas para conseguir falar, Felício fez questão de dedicar a sua volta por cima ao capitão Lucas Dias. O pivô agradeceu profundamente o comandante pelo apoio psicológico em uma fase onde sua autoconfiança estava muito abalada.
“Queria agradecer muito o Lucas Dias, o que ele fez por mim ali, com palavras de encorajamento, antes de começar a final a gente conversou muito. Ele não me deixou abater. Mesmo quando eu deixei de acreditar em mim mesmo, me deu muita força. Ele me conhece, sabe o tanto que eu posso contribuir”, declarou, visivelmente emocionado. “Queria agradecer ele de coração pela força que me deu, porque eu acho que sem ele, talvez, essa série [final] não teria sido para mim da maneira que foi.”