Vice-líder da fase regular do NBB e semifinalista da Copa Super 8, o Pinheiros virou uma das grandes histórias da temporada do basquete brasileiro. Mesmo com uma folha salarial inferior à de outras potências da liga, a equipe comandada por Gustavo de Conti, o Gustavinho, conseguiu competir entre os primeiros colocados apostando em um elenco jovem e em um projeto de desenvolvimento de atletas.
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Quem chamou atenção para esse trabalho foi Gui Santos. Único brasileiro em atividade na NBA, o ala do Golden State Warriors acompanhou de perto a vitória do Pinheiros sobre o Paulistano no Jogo 1 das quartas de final do NBB, partida em que seu irmão, Edu Santos, de apenas 16 anos, ganhou minutos em quadra em um duelo decisivo de playoff.
Gui elogiou o trabalho da comissão técnica e destacou a coragem do clube em apostar nos jovens mesmo em partidas de alto nível competitivo.
“Cara, eu assisto quase todos os jogos do Pinheiros. Uma coisa que eu acho muito legal que vem acontecendo é o fato de o Pinheiros ter muitos garotos, muita gente jovem e estar competindo em alto nível contra times que têm quatro vezes mais a folha salarial que eles têm. E isso é graças a um grande trabalho que a comissão técnica vem fazendo, os atletas abraçaram bem essa ideia da comissão”, destacou o craque.
O ala também fez elogios diretos ao técnico Gustavo de Conti, contratado nesta temporada após um ciclo vitorioso de sete anos no Flamengo. Sob seu comando, o Pinheiros se transformou em uma das equipes mais competitivas do campeonato.
“O próprio Gustavinho tem feito um trabalho incrível. Meu irmão com 16 anos, ele pega e bota o moleque para jogar um jogo de NBB, quartas de finais, playoff e o jogo pegando fogo. Isso eu acho que mostra o porquê deles estarem onde eles estão hoje, graças a todo esse trabalho que não só o Gustavinho, como todo o pessoal da comissão.”
Além dos elogios ao clube paulista, o jogador da NBA afirmou que gostaria de ver mais equipes brasileiras seguindo um caminho semelhante, utilizando jovens atletas em nível profissional.
“O que eles vêm fazendo é incrível e eu espero que todos os times do Brasil abracem essa ideia porque a gente sabe o quão importante é para ter jovens se destacando no basquete, podendo, se Deus quiser, estar num futuro breve lá se destacando no basquete internacional também”, concluiu.