A mais tradicional rivalidade do basquete sul-americano volta ao centro das atenções neste domingo, 31 de agosto, às 21h10 (de Brasília), em Manágua. Brasil e Argentina decidem a AmeriCup de basquete masculino 2025, repetindo a final de 2022 — vencida por 75 a 73 pelos argentinos — na quinta decisão entre os países na história do torneio. No retrospecto de finais, vantagem albiceleste: três títulos contra um do Brasil. No total da AmeriCup, são 13 vitórias da Argentina e 8 do Brasil.
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Ambas chegam com 4 vitórias e 1 derrota. O Brasil superou República Dominicana (quartas) e Estados Unidos (semi) após fase de grupos com triunfos sobre Uruguai e Bahamas e revés para os EUA. A Argentina venceu Nicarágua e Colômbia, perdeu para a República Dominicana na fase de grupos e, nos mata-matas, passou por Porto Rico (quartas) e Canadá (semi). O time de Pablo Prigioni mistura a experiência de Nicolás Brussino com a geração de Juan Fernández e Gonzalo Corbalán; José Vildoza vem de semi com 26 pontos e 7 cestas de três. No Brasil, Yago Santos lidera a equipe em pontos (18,6), assistências (6,4) e eficiência (21,8), enquanto Bruno Caboclo comanda os rebotes (7,4) e protege o aro.
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Números que pesam
O placar médio é praticamente idêntico (BRA 85,8 x 85,2 ARG), mas os caminhos diferem. A Argentina domina os rebotes (41,8 x 38,0) e as assistências (21,2 x 20,0); o Brasil é mais eficiente nos arremessos: 55,5% nos 2P e 38,4% nos 3P (ARG: 51% e 35,6%). A disciplina com a bola pode decidir: os brasileiros perdem menos posses (9,6 TO) do que os argentinos (13,6 TO).
Nas avançadas, cada um tem sua arma: a Argentina corre mais em transição (14,8 pontos de fast break contra 9,8 do Brasil) e converte mais após erros rivais (15,4 x 9,4). O Brasil responde com banco mais produtivo (20,2 x 19,8) e melhor aproveitamento geral. No garrafão, a briga é direta: ARG lidera em “points in the paint” (38,4 x 32), enquanto Caboclo é o pilar defensivo brasileiro.
Histórico e cenário emocional
No confronto histórico recente exibido pela FIBA, a Argentina lidera por 25–17. Ainda assim, o Brasil guarda vitórias marcantes (Mundial 2014 e Sul-Americano 2016) e busca a revanche da decisão em 2022 com um núcleo que se mantém (Yago, Benite, Lucas Dias, Georginho). Para os argentinos, repetir o roteiro com Vildoza, Brussino e Prigioni é a meta.
Palpite
Jogo para posse a posse no quarto período. O Brasil tem elenco mais profundo e melhor eficiência de arremesso; a Argentina leva vantagem no controle do garrafão e na transição. Palpite: vitória apertada do Brasil, com Yago conduzindo o ataque e Caboclo decisivo na proteção do aro.