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Damiris ‘DD’ Dantas teve temporada de recordes na WNBA

Arremesso certeiro, especialmente nas bolas de três, levaram Damiris Dantas à melhor temporada dela na WNBA

Bolas de três foram marcantes na temporada da brasileira (twitter/minnesotalynx)

Damiris ‘DD’ Dantas teve temporada de recordes na WNBA

O ano de 2020 foi histórico para Damiris Dantas. Na temporada da WNBA, a pivô subiu o nível de jogo e se colocou entre as melhores brasileiras da história da liga de basquete dos Estados Unidos. O fim, é verdade, não foi o de conto de fadas, já que o Minnesota Lynx caiu na semifinal, mas em nada arranha o que a brasileira fez na bolha de Bradenton.

Draftada em 2014, Damiris chegou ao auge da forma neste ano. Antes da temporada começar, a jogadora assumiu que a treinadora do Minnesota Lynx já havia conversado com ela sobre ser mais decisiva no ataque. E foi o que apareceu nas partidas. 

A pivô da seleção brasileira teve as melhores médias da carreira, com quase 13 pontos (12,9), seis rebotes, um toco e 26,6 minutos por partida. Em um jogo contra o Chicago Sky, fez 28 pontos, a melhor marca dela em uma partida oficial nos Estados Unidos e sexta maior de uma jogadora do Brasil na WNBA.

Downtown Dantas

Além da melhora em quase todas as médias, Damiris Dantas, também chamada de DD pelo time, trouxe para a temporada um elemento a mais em seu jogo. Aumentou a quantidade de tentativas, e de acertos, de bolas de três.

Os chutes de fora passaram a ser uma marca nos duelos do Minnesota Lynx. Com o aproveitamento de 43,3% dos arremessos, a brasileira fechou a temporada regular com os melhores números no fundamento nos últimos cinco anos.

“Nós estudamos o jogo do Lynx e melhoramos a marcação nas bolas da Damiris Dantas, ela é uma ótima arremessadora”, disse Breanna Stewart, atleta do Seattle Storm, time responsável por eliminar o Lynx dos playoffs, e uma das cestinha da WNBA em 2020.

Feito histórico nos playoffs

Apesar de ter jogado apenas três partidas nos playoffs desta temporada, Damiris entrou para um seleto grupo de jogadoras do Brasil. Com os 23 pontos feitos no segundo duelo contra o Seattle Storm, a pivô igualou a terceira melhor marca do Brasil nos playoffs da WNBA na história.

As duas melhores são de Iziane. Quando atuava pelo Atlanta Dream, em 2011, a ex-jogadora conseguiu 30 pontos contra o Indiana Fever e em 2009, também pelo Dream, a atleta fez 25 pontos contra o Detroit Schock.

+ Damiris se diz honrada em figurar em lista com Iziane e Janeth

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Damiris em ação nos playoffs da WNBA (Ned Dishman/NBAE via Getty Images)

Em 2020, Damiris Dantas teve média de 18 pontos por jogo nos playoffs e foi a oitava maior cestinha. Além disso, a brasileira foi a nona maior reboteira, com média de 7,5, líder do Minnesota Lynx nos dois fundamentos.

Posição 5

Assim como aconteceu durante a temporada regular, Damiris jogou os playoffs fora de sua posição costumeira. Com uma lesão na panturrilha, Sylvia Fowles, que é a maior reboteira da história da WNBA, não atuou em 13 partidas na primeira fase da liga e não entrou em quadra no mata mata.

Mesmo atuando desta maneira, Damiris melhorou seus números, em relação a temporada regular, subiu o aproveitamento nos arremessos de três para 51,9% e cravou a sétima maior média de pontos e décima maior média de rebotes da fase mata mata da WNBA em 2020.

Ela seguirá no Lynx

No mercado das ligas esportivas dos Estados Unidos, para o atleta trocar de time é preciso que o contrato chegue ao fim ou que haja uma troca por outro jogador. No caso de Damiris, o contrato com o Minnesota Lynx terminaria ao final desta temporada, e a brasileira iria ficar livre para receber ofertas, a chamada “free agent”.

Contudo, ainda com o fase regular em andamento, o Lynx agiu de maneira rápida e renovou o vínculo de Damiris por duas temporadas, mantendo assim a brasileira no time até o 2022.

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“Damiris tem sido uma parte tão importante da cultura Lynx desde que ela se tornou um membro da nossa organização em 2014. Ela fez grandes avanços como jogadora nos últimos anos e continuará sendo um elemento importante em nosso caminho adiante”, disse Cheryl Reeve, técnica do Lynx.

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