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Troféu Adhemar Ferreira da Silva celebra os 70 anos do bicampeonato olímpico



Troféus e medalhas a serem entregues aos participantes da competição, marcada para os dias 24, 25 e 26 de abril, têm o design inspirado no salto do triplista brasileiro que fez história no atletismo



Troféu Adhemar Ferreira da Silva atletismo 70 anos homenagem
(divulgação/CBAt)

Ouro em Helsinque-1952 e ouro em Melbourne-1956. O bicampeonato olímpico de Adhemar Ferreira da Silva completará 70 anos no dia 27 de novembro de 2026 e o feito será comemorado no 5º Troféu Adhemar Ferreira da Silva, de sexta (24) a domingo (26), em Bragança Paulista, São Paulo.

Os troféus e medalhas a serem entregues aos participantes da competição têm o design inspirado no salto de Adhemar. Adhemar Ferreira da Silva venceu em Melbourne com 16m35 cravados no último salto.

Adhemar Ferreira da Silva
Adhemar Ferreira da Silva salta para assegurar o ouro olímpico, em Melbourne-1956 (arquivo)

A edição deste ano do torneio que leva o nome do bicampeão olímpico recebeu a inscrição de 1.330 atletas, número recorde. São 941 federados, 342 no feminino e 399 no masculino, e 389 são universitários, com 153 no feminino e 236 no masculino.

Os 10.000 m da marcha atlética feminina e os 5.000 m masculino, a partir das 7 horas, abrem a competição.

Registros pra história

Na ocasião, Adhemar Ferreira da Silva era atleta do Vasco da Gama, mas ainda treinava com o alemão Dietrich Gerner, seu técnico no São Paulo. Também trabalhava e estudava Educação Física, como civil, na Escola do Exército, na quartel da Urca. Nesse ano também nasceu a sua filha Adyel.

Na Vila Olímpica de Melbourne, o triplista enfrentou uma dor de dente, resolvida três dias antes de sua prova. No dia do salto que viraria o ouro para o Brasil, um grupo de estudantes ocupava o alambrado, do lado de fora do estádio. Adhemar foi até a cerca para falar com eles e ganhou a torcida de todos.

O currículo de Adhemar tem mais registros memoráveis, como cinco recordes mundiais e três medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos. Foi, ainda, o inventor da volta olímpica.

(arquivo)

Revolucionário

Adhemar Ferreira da Silva revolucionou o salto triplo, direcionando a atenção para o segundo salto, até então apenas um impulso para o terceiro.

O último recorde mundial, 16m56, fez 70 anos em 16 de março de 2025. Em cinco passos quebrou um recorde que durava desde 1950 nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México.

Fora das pistas

Nascido no bairro da Casa Verde, em São Paulo, começou a carreira aos 19 anos, orientado por Dietrich Gerner já no São Paulo. Treinava no horário de almoço, no intervalo do trabalho.

Era formado em Educação Física, Direito e Relações Públicas, foi escultor e ator na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes, e no filme franco-italiano “Orfeu Negro”. Foi adido cultural na embaixada do Brasil em Lagos, na Nigéria.

Depois de aposentado nas pistas, com quatro olimpíadas na carreira (disputou ainda Londres-1948 e Roma-1960), trabalhou como servidor público estadual, no esporte da Uni’Santana e na organização de eventos nacionais e internacionais no Brasil – ali organizou algumas edições do troféu que juntava federados e universitários.

Herói brasileiro

Em 2000, recebeu o Mérito Olímpico pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Olímpico Internacional (COI). Em 2012, passou a integrar o Hall da Fama do Atletismo da World Athletics.

Integra o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. O troféu entregue anualmente pelo COB aos destaques na história do esporte olímpico brasileiro leva o nome Adhemar Ferreira da Silva.

Adhemar Ferreira da Silva também está no Panteão Tancredo Neves, livro reservado aos heróis brasileiros, na Praça dos Três Poderes em Brasília (DF). Integra o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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