Petrúcio Ferreira segue como um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro. Atleta paralímpico mais rápido da história, o velocista já está em preparação para os Jogos Paralímpicos Los Angeles-2028, onde vai em busca do tetracampeonato nos 100m rasos. Mas em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia, Petrúcio revelou que tem mais uma meta para a Paralimpíada: voltar a correr nos 400 metros.
Ao longo de sua carreira, Petrúcio Ferreira ganhou três ouros, duas pratas e um bronze em Jogos Paralímpicos. Ele quer aumentar a coleção de medalhas em Los Angeles-2028. Para isso, o velocista tem se preparado física e mentalmente. “A gente se prepara muito, tanto físico quanto mental, para chegar em grandes momentos, em grandes competições, que são os Jogos Paralímpicos, os campeonatos mundiais. E a cabeça do atleta, ela gira a milhões. Então a gente tem que se preparar para poder chega sempre bem nesses grandes momentos, como os Jogos Paralímpicos de Los Angeles em 2028”, contou o atleta.
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Sem Mundial ou um Pan-Americano em 2026, a temporada deve ser um pouco mais calma para Petrúcio Ferreira. Ele deve participar de competições nacionais e algumas etapas internacionais do Grand Prix. “Dentro do ciclo de quatro anos, costumo falar que sempre tem aquele ano morto, aquele ano que tem poucas competições. É um ano que não tem mundial, não tem Panamericano, não tem Paralimpíada. Mas tem competições que são importantes, alguns Grand Prix internacionais, algumas competições nacionais, que servem para a gente como parâmetro na preparação para as grandes competições”, explicou.
Volta aos 400m
Petrúcio Ferreira é tricampeão paralímpico nos 100m rasos na classe T47 (para atletas com amputações nos membros superiores). Mas para 2028, ele quer voltar a correr sua segunda prova, os 400m rasos. Petrúcio já foi campeão mundial na distância em 2019 além de ter ganhado uma prata (2016) e um bronze (2020) em Paralimpíadas. “Quem sabe em 2028 eu voltar a correr a prova dos 400 metros, que é uma prova que já briguei algumas vezes. Na Rio-2016 eu estive ali próximo de pegar medalha de ouro, mas fiquei com aquele gostinho do ouro, por ter pegado uma prata e depois o bronze”, revelou o velocista.