A brasileira Jerusa Geber conquistou o tetracampeonato nos 100 m da classe T11 no Mundial de Atletismo Paralímpico nesta quarta-feira (1º) em Nova Déli, na Índia. Com isso, chega a 12 pódios em Mundiais e iguala Terezinha Guilhermina, maior medalhista do país na história da competição.
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Jerusa Geber terá a chance de superar Terezinha Guilhermina ainda nesta edição do Mundial. Ela corre os 200 m da T11 a partir de sábado (3). A final é no domingo (4). Jerusa é a atual campeã paralímpica desta prova e foi bronze no mundial do ano passado, em Kobe.
Quase recorde mundial
Em um quesito Jerusa Geber já superou Terezinha Guilhermina. Ela, com o guia Gabriel Aparecido Garcia, venceu a final dos 100 m em 11s81, novo recorde do campeonato, que pertencia justamente à compatriota. Era de 12s13 e já durava quase 15 anos, fora cravado em janeiro de 2011.
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Os 11s81 são apenas um centésimo mais lento do que o recorde mundial, 11s80, da prórpia Jerusa. Ela cravou a marca nos Jogos Paralímpicos de Paris, ano passado, para levar o ouro. Agora em Nova Déli, a prata ficou com a chinesa Liu Yiming (12s11) e o bronze com a espanhola Alba Falagan (12s21).
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Tetracampeões
Jerusa Geber não perde a final dos 100 m T11 no Mundial de Atletismo Paralímpico desde Dubai 2019. Venceu também em Paris 2023 e Kobe 2024. O tetracampeonato dela é o quarto conquistado por um atleta brasileiro nesta edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Acima deles, somente o pentacampeonato de Petrúcio Ferreira, também consagrado agora na Índia.

Estreia bronzeada
A medalha de Jerusa foi a terceira brasileira nesta quarta-feira (1º), quinto dias de disputas no Jawaharlal Nehru Stadium, e a 30ª no quadro de medalhas. As outras duas foram uma prata de Raissa Machado no lançamento do dardo da F56 e um bronze com Jean Oliveira da Silva nos 5000 m da T13.
Jean Oliveira da Silva, um dos estreantes do Brasil em Mundiais, conquistou o pódio nos 5.000m T13. O brasileiro correu a disputa em 15min22s68 e ficou atrás do argelino Abdelhadi Boudra, prata com 15min12s12, e do russo Aleksandr Kostin, campeão cravando 15min08s97.
A medalha foi emocionante. O brasileiro chegou a liderar o pelotão em boa parte da prova, mas caiu para quarto no fim da penúltima volta. O pódio só veio nos últimos metros, no sprint final. Jean arrancou e conseguiu superar o queniano John Lokedi praticamente na linha de chegada.