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Jerusa Geber é tetra e fica a um passo de ser a maior do país em mundiais



Brasileira conquistou pela quarta vez seguida o ouro nos 100 m da classe T11 com direito a recorde do campeonato e pode, no fim de semana, se tornar a maior medalhista do país na história na competição



Jerusa Geber ouro tetra 100 m classe T11 Mundial de Atletismo Paralímpico
(Alessandra Cabral/CPB)

A brasileira Jerusa Geber conquistou o tetracampeonato nos 100 m da classe T11 no Mundial de Atletismo Paralímpico nesta quarta-feira (1º) em Nova Déli, na Índia. Com isso, chega a 12 pódios em Mundiais e iguala Terezinha Guilhermina, maior medalhista do país na história da competição.

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Jerusa Geber terá a chance de superar Terezinha Guilhermina ainda nesta edição do Mundial. Ela corre os 200 m da T11 a partir de sábado (3). A final é no domingo (4). Jerusa é a atual campeã paralímpica desta prova e foi bronze no mundial do ano passado, em Kobe.

Quase recorde mundial

Em um quesito Jerusa Geber já superou Terezinha Guilhermina. Ela, com o guia Gabriel Aparecido Garcia, venceu a final dos 100 m em 11s81, novo recorde do campeonato, que pertencia justamente à compatriota. Era de 12s13 e já durava quase 15 anos, fora cravado em janeiro de 2011.

Os 11s81 são apenas um centésimo mais lento do que o recorde mundial, 11s80, da prórpia Jerusa. Ela cravou a marca nos Jogos Paralímpicos de Paris, ano passado, para levar o ouro. Agora em Nova Déli, a prata ficou com a chinesa Liu Yiming (12s11) e o bronze com a espanhola Alba Falagan (12s21).

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Tetracampeões

Jerusa Geber não perde a final dos 100 m T11 no Mundial de Atletismo Paralímpico desde Dubai 2019. Venceu também em Paris 2023 e Kobe 2024. O tetracampeonato dela é o quarto conquistado por um atleta brasileiro nesta edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Acima deles, somente o pentacampeonato de Petrúcio Ferreira, também consagrado agora na Índia.

Jerusa Geber ouro tetra 100 m classe T11 Mundial de Atletismo Paralímpico
Jerusa e o guia Gabriel Aparecido Garcia (Alessandra Cabral/CPB)

Estreia bronzeada

A medalha de Jerusa foi a terceira brasileira nesta quarta-feira (1º), quinto dias de disputas no Jawaharlal Nehru Stadium, e a 30ª no quadro de medalhas. As outras duas foram uma prata de Raissa Machado no lançamento do dardo da F56 e um bronze com Jean Oliveira da Silva nos 5000 m da T13.

Jean Oliveira da Silva, um dos estreantes do Brasil em Mundiais, conquistou o pódio nos 5.000m T13. O brasileiro correu a disputa em 15min22s68 e ficou atrás do argelino Abdelhadi Boudra, prata com 15min12s12, e do russo Aleksandr Kostin, campeão cravando 15min08s97.

A medalha foi emocionante. O brasileiro chegou a liderar o pelotão em boa parte da prova, mas caiu para quarto no fim da penúltima volta. O pódio só veio nos últimos metros, no sprint final. Jean arrancou e conseguiu superar o queniano John Lokedi praticamente na linha de chegada.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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