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Chuva de medalhas põe Brasil na ponta do quadro no Mundial de Atletismo



Foram nada menos do que 14 pódios em apenas um dia de competições em Nova Déli, na Índia. Destaque para mais um tetracampeonato, desta vez conquistado por Claudiney Batista, no lançamento do disco



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Claudiney Batista foi o maior destaque dentre muitos destaques (Cris Mattos/CPB)

Foi uma verdadeira chuva de medalhas. O Brasil conquistou nada menos do que 14 pódios nesta terça-feira (30), quarto dia do Mundial de Atletismo Paralímpico. Com isso, assumiu a primeira colocação no quadro e passou a ser, com folgas, a delegação com mais medalhas conquistadas na competição realizada em Nova Déli, Índia. Foram três ouros, sete pratas e quatro bronzes.

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O Brasil entrou no dia com quatro ouros, sete pratas e dois bronzes. Somava 13 e estava atrás da China por um bronze. Encerrada a terça-feira, a delegação tem 27 contra 16 da China, a segunda equipe com mais pódios e a terceira no quadro de medalhas com cinco ouros, sete pratas e quatro bronzes. A Polônia está em segundo com seis, um e cinco, somando 12.

Mais um tetracampeão

O grande destaque do dia foi o tetracampeonato de Claudiney Batista no lançamento do disco na classe F56. Ele é o terceiro brasileiro em Nova Déli a colocar o ouro no peito pela quarta vez seguida. Destaque também para o segundo ouro de Ricardo Mendonça nesta edição do Mundial de Atletismo Paralímpico. Venceu os 200 m T37 com 22s77. A prata também foi brasileira, de Bartolomeu Chaves com 23s10.

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Na última prova do dia, dobradinha nos 1.500 m da classe T11. Yeltsin Jacques, bicampeão paralímpico, venceu cravando 4min02s02. Júlio César Agripino ficou em segundo com 4min05s61. Júlio era o atual campeão enquanto Yeltsin havia sido ouro em Paris 2023. É a terceira dobradinha do Brasil em pódios no Mundial de Nova Déli.

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Júlio César Agripino e Yeltsin Jacques (Cris Mattos/CPB)

Pratas de respeito

Cada uma das pratas tem um algo mais a ser destacado. A começar por Beth Gomes, que, após o tetra no lançamento de disco F53, ficou em segundo no arremesso de peso na mesma classe. Marcou 7m78 para chegar a oito medalhas em mundiais, sendo cinco ouros, duas pratas e um bronze.

Rayane Soares, com o segundo lugar nos 200 m T13, também colocou no peito a oitava medalha de mundial de atletismo paralímpico. A prata veio com o tempo de 25s24. Rayane venceu essa prova em Kobe 2024 e ficou em segundo em Dubai 2019.

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Beth Gomes (Cris Mattos/CPB)

Nos 100 m da T72, João Matos Cunha, atleta mais novo da delegação brasileira em Nova Déli, conquistou a segunda prata com 15s76. O brasileiro de 17 anos e 10 meses Já havia subido no pódio nos 400 m.

Também nos 100 m, mas da classe T44, Matheus de Lima ficou em segundo com direito a recorde das Américas. Cravou 10s99 para levar a primeira prata da carreira na competição. Ele havia conquistado um bronze na mesma prova em Paris 2023.

Já nos 400 m T20, Daniel Tavares voltou a levar uma medalha ao cruzar a prova na segunda colocação com o tempo de 47s50. Tricampeão mundial na prova (Doha 2015, Londres 2017 e Dubai 2019), o velocista havia sido prata na mesma disputa em Paris 2023.

Bronze e recorde mundial

Dentre os os quatro bronzes, maior destaque para Edenilson Floriani no lançamento de dardo F44. Ele veio com recorde mundial da classe, batido por duas vezes na prova. Primeiro atingiu 62m31 e depois 62m36. Edenilson disputou a final com atletas de outras classes, com deficiências menos severas. É a segunda medalha dele, havia sido bronze no arremesso de peso em 2023.

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Edenilson Floriani (Cris Mattos/CPB)

Destaque também para Verônica Hipólito nos 100 m T36 com o tempo de 14s77. Ela foi bronze nesta prova no ano passado e passa a ter quatro medalhas em Mundiais. Outra que manteve a posição de Kobe foi Giovanna Boscolo no lançamento de club F32. Este ano o bronze veio com 27m09.

Verônica Hipólito mundial de atletismo paralímpico
Verônica Hipólito (Cris Mattos/CPB)

Por fim, Fabrício Ferreira, nos 100 m T13, ficou com a terceira colocação marcando 11s00 e leva para casa a terceira medalha em mundiais. Já havia sido prata em 2013 e em 2019, ambas nos mesmos 100 m.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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