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Em temporada memorável, Juliana Campos tem dia frustrante no Mundial



Brasileira do salto com vara superou este ano cinco vezes a própria marca e ficou perto do maior salto brasileiro na prova. Porém, ficou sem marca na final do mundial



Juliana Campos atleta do salto com vara do Brasil no Mundial de atletismo
(Fernanda Paradizo/CBAt)

A brasileira Juliana Campos vinha em uma temporada memorável no salto com vara. Quebrou seguidamente a própria marca e chegou perto do melhor salto brasileiro da história na prova e, consequentemente, do recorde sul-americano. Porém, na final do Mundial de Atletismo, nesta quarta-feira (17) em Tóquio, um resultado frustrante. Queimou os três primeiros saltos e ficou sem marca.

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Juliana Campos começou o ano com 4m60 saltados em 2023 e chegou nos 4m76 em julho, nona melhor marca da temporada no mundo. A escalada de 16 centímetros veio em cinco saltos. Em junho, cravou 4m63 e 4m66 e, em julho, foi a 4m68, 4m73 e nos 4m76. Além disso, superou a estadunidense Katie Moon, campeã olímpica de Tóquio e vice em Paris, em uma competição na Itália.

Sem marca

Agora no Mundial, ela passou pelas qualificatórias com os mesmos 4m60 das 14 que avançaram para a final. Na decisão, porém, não passou pela primeira medida do sarrafo, 4m45, e ficou sem marca. Os 4m76 não dariam medalha, mas chegaria perto. O bronze ficou nos 4m80, da eslovena Tina Sutej. Katie Moon foi campeã saltando 4m90 e Sandi Morris, também dos Estados Unidos levou a prata registrando 4m85.

Tina Sutej Katie Moon Sandi Morris pódio do salto com vara no mundial de atletismo
(Monirul Bhuiyan/World Athletics)

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Quatro centímetros

Outro brasileiro que sai do Estádio Nacional de Tóquio com gosto amargo foi Almir Júnior, no salto triplo. Ele ficou a míseros quatro centímetros da final. Saltou 16m79 na qualificatória desta quarta-feira e ficou na 13ª posição. O 12º lugar, último que garantiu vaga na final, ficou em 16m83 do chinês
Yaming Zhu. Elton Petronilho também participou da qualificatória e foi o 20º com 16m51.

Lançamento do Dardo

O Brasil teve mais dois representantes no Mundial de Atletismo, ambos no lançamento do dardo. Luiz Maurício da Silva, que esse ano alcançou a marca dos 91 metros, foi o melhor deles com 81m12. Terminou na 19ª colocação e foi eliminado, já que apenas 12 foram para a disputa das medalhas. Pedro Henrique Nunes fechou em 25º com 79m35.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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