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Atletismo

Brasil fecha etapa da manhã do Sul-Americano Sub-23 com 13 medalhas

No Equador, seleção brasileira levou seis medalhas de ouro, cinco de prata e duas de bronze. O objetivo é manter a hegemonia na competição

Erik comemora vitória nos 100 m no Sul-Americano Sub-23 (Wagner CarmoCBAt)
Wagner Carmo/CBAt

A seleção brasileira de atletismo estreou neste sábado (16) a 9ª edição do Campeonato Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, no Estádio Modelo Alberto Spencer, na cidade de Guayaquil, no Equador. Até a conclusão da parte da noite, o Brasil havia ganhado 13 medalhas, sendo seis de ouro, cinco de prata e duas de bronze, em busca da hegemonia na competição.

Abrindo com tudo

O catarinense Matheus Correa ganhou na manhã deste sábado a prova dos 20.000 m marcha atlética que abriu as competições do Campeonato Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, no Estádio Modelo Alberto Spencer, em Guayaquil, no Equador. Ele completou as 50 voltas na pista no tempo de 1:24:30.45. Já o paranaense Paulo Henrique Ribeiro terminou em quarto lugar, com 1:36:47.78.

“Fiquei muito feliz por conquistar a primeira medalha de ouro na competição para o Brasil”, disse Matheus, de 22 anos, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. “Dedico esta vitória ao meu treinador Ivo da Silva, que é meu segundo pai.”

O mais rápido

O paulista Erik Felipe Cardoso, o homem mais rápido América do Sul no Ranking Absoluto de 2021, com 10s01 (2.0), confirmou seu favoritismo e venceu os 100 m do Campeonato Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, na manhã deste sábado, no Estádio Modelo Alberto Spencer, em Guayaquil, no Equador. 

O atleta do SESI-SP, treinado por Darci Ferreira, completou a prova em 10s25 (0.2), fazendo dobradinha com o carioca Lucas Rodrigues da Silva (CT Maranhão), com 10s41. O equatoriano Anderson Marquinez ficou com o bronze, com 10s46.

“Estou muito feliz com a conquista da medalha de ouro. Acho que fiz uma excelente prova, graças a Deus. A medalha é do Brasil e agradeço o apoio de todos, especialmente aos meus treinadores”, disse o atleta de 21 anos, nascido em Piracicaba.

Erik Felipe Cardoso vence os 100 m no Sul-Americano Sub-23 de atletismo
(Wagner Carmo/CBAt)
Erik Felipe Cardoso vence os 100 m no Sul-Americano Sub-23 de atletismo (Wagner Carmo/CBAt)

Recorde pessoal e dobradinha

Outro bom resultado foi obtido por Eduardo Ribeiro, o Dudu, que venceu os 1.500 m, com 3min48s44, melhorando seu recorde pessoal. “A prova teve um início fraco, mas consegui impor meu ritmo no final. Estou muito feliz e espero ganhar o ouro também nos 800 m no domingo”, afirmou. “Agradeço o apoio da CBAt, do Pinheiro, do meu treinador (Clodoaldo Lopes do Carmo), e do Exército”, concluiu.

Eduardo Ribeiro vence os 1.500 m no Sul-Americano Sub-23 de atletismo (Wagner Carmo/CBAt)
Eduardo Ribeiro vence os 1.500 m no Sul-Americano Sub-23 de atletismo (Wagner Carmo/CBAt)

O argentino Leandro Leonel Perez ficou com a medalha de prata, com 3min49s16, seguido do também brasileiro Matheus Estevão da Silva Borges, com 3min51s13.

O Brasil fez dobradinha nos 10.000 m, com Fábio Jesus Correia (30min27s47) e Juliano de Araújo (30min37s09).

Outra medalha de ouro foi conquistada pelo mineiro Luiz Maurício Dias da Silva, no lançamento do dardo, com 70,73 m. O equatoriano William Torres ficou em segundo lugar, com 69,77 m.

Fábio Jesus Correia, Campeão dos 10.000 m no Sul-Americano Sub-23 de atletismo (Wagner Carmo/CBAt)
Fábio Jesus Correia, Campeão dos 10.000 m no Sul-Americano Sub-23 de atletismo (Wagner Carmo/CBAt)

Outras conquistas

O Brasil foi campeão também no revezamento 4×400 m misto, com a equipe formada por Evandro Martins, Tiffani Marinho, Giovana Santos e Marcos Vinícius Moraes, com 3:25.09.

O Brasil também foi ao pódio no salto em altura, com a mato-grossense Arielly Kailayne Rodrigues, que ganhou a medalha de prata com 1,77 m. Isabelle Cristina de Almeida ficou com a prata também nos 1.500 m (4:30.13), seguida da paranaense Gabriela Tardivo, bronze com 4:31.13.

Nos 100 m feminino, Gabriela Mourão ficou em segundo lugar, com 11.77 (0.5) – a campeã foi a equatoriana Gabriela Suarez, com 11.46.

Favoritismo

Com 74 atletas – 36 no feminino e 38 no masculino –, a equipe é considerada favorita para conquistar o título do Sul-Americano Sub-23 de atletismo e manter a hegemonia da categoria na América do Sul. Esta competição estava marcada para Georgetown, na Guiana, e também mudou por efeitos da pandemia global da COVID-19.

-Rebeca Andrade fora do solo e do individual geral no Mundial

Os atletas fizeram o treino de reconhecimento da pista e do campo nesta sexta-feira (15). A competição será aberta com a final masculina dos 20.000 m marcha atlética, a partir das 8 horas de Brasília, prova em que o Brasil tem dois atletas inscritos: Matheus Gabriel de Liz Correa, que participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio, e Paulo Henrique Ribeiro.

A competição

A organização do Sul-Americano Sub-23 de atletismo recebeu inscrições de atletas da Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além de Brasil e Equador.

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As duas últimas edições do Sul-Americano Sub-23 foram disputadas em Lima, no Peru, em 2016, e em Cuenca, no Equador, em 2018. O Brasil venceu com folga as duas competições. No estádio peruano de La Videna, a seleção somou 307 pontos, deixando o Equador em segundo lugar, com 212, e a Colômbia em terceiro, com 178. Os brasileiros venceram no masculino como 175 pontos, seguidos dos equatorianos (100) e dos chilenos (95), enquanto no feminino as atletas somaram 132 pontos contra 112 das equatorianas e 102 das colombianas.

No Estádio Jefferson Perez, em Cuenca, o Brasil ganhou na classificação geral, com 283 pontos, e garantiu novamente o título continental da categoria. A equipe ainda foi a primeira no masculino com 162 pontos e segunda no feminino com 121 (o Equador fez 138). No geral, a equipe anfitriã foi a segunda colocada com 237 pontos e a Colômbia a terceira, com 206.

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