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Atletismo

Herói brasileiro do salto com vara reencontra chorão da Olimpíada

Um dos duelos mais emocionantes da Olimpíada será reeditado nesta quinta-feira na etapa de Zurique da Diamond League. Será a primeira vez que Thiago Braz irá enfrentar o francês Renaud Lavillenie desde que ganhou a medalha de ouro no Rio. Será possível acompanhar ao vivo a disputa, que será transmitida a partir das 15h pelo Bandsports.

A disputa entre os dois ficou marcada pelas reclamações do francês, que era o principal favorito do salto com vara, quanto à atitude da torcida brasileira. Confesso que na época até concordei com Lavillenie. Mas há poucos dias assisti de novo toda a competição e, sinceramente, o que posso dizer é ele exagerou na chiadeira. E não foi só por ter comparado a torcida brasileira à alemã nazista contra Jesse Owens em Berlim 1936, mas principalmente pelo fato das vaias para valer só terem acontecido no último salto dado por ele no Engenhão.

Até este último momento, as vaias da torcida brasileira tinham sido tímidas. Revendo as imagens de toda a competição, deu para perceber que os presentes no Engenhão sempre o acompanharam quando ele pedia aplausos antes de seus saltos. A exceção foi o último. Também pudera, Thiago Braz havia acabado de saltar 6,03m, Lavillenie já tinha errado duas vezes e estava a uma falha de dar a sonhada de olho ao brasileiro. O francês partiu para tentar ultrapassar 6,08m. A multidão brasileira estava agitada. Era a chance de ver de perto, dentro do próprio país, uma medalha de ouro olímpica no Atletismo. O adversário sentiu a pressão, percebeu o clima e sequer pediu as palmas como havia feito em todas as outras tentativas. Foi vaiado, acabou errando e saiu chorando.

Revendo tudo de novo, duvido que alguma torcida do mundo conseguisse ser cavalheira naquele momento. Depois de assistir tudo outra vez, só acho que pegamos pesado no pódio. Não precisávamos tê-lo vaiado na cerimônia de premiação, mas aí também ele já nos tinha comparado a Hitler. Ou seja, um pouquinho ele mereceu, não?

Bom, polêmica à parte, esta quinta-feira é dia de torcer de novo por Thiago Braz. Será a primeira competição do brasileiro desde a Olimpíada. Tomara que ele consiga salta mais de seis metros de novo e volte a vencer. Lavillenie já competiu duas vezes depois da Olimpíada. Participou de duas etapas da Diamond League, da qual é líder disparado, na semana passada. Em Lausanne, na quinta-feira, saltou apenas 5,72m e ficou com a medalha de prata ao ser superado pelo americano Sam Kendricks, que alcançou 5,92m. Dois dias depois, em Paris, o francês deu o troco ao marcar 5,93m contra 5,82m do americano.

Além de Thiago Braz, também participam da etapa de Zurique da Diamond League, Darlan Romani, quinto colocado na Olimpíada no arremesso de peso, e Fernanda Martins, 31a. no Rio no arremesso de disco.

 

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