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Erica Sena, da marcha atlética

Atletismo

Erica Sena: da brincadeira para a elite da marcha atlética

Dos tempos em que brincava de ser atleta até chegar na elite da marcha atlética, a atleta fala de sua trajetória

(divulgação)

Erica Sena: da brincadeira para a elite da marcha atlética

Sete vezes campeã brasileira, de maneira consecutiva, uma prata e um bronze em Jogos Pan-Americanos, duas vezes quarto lugar no Mundial de atletismo. Além disso, dona do melhor resultado para uma marchadora brasileira na história das Olimpíadas, o sétimo lugar na Rio-2016. Essa é Erica Sena, que nesta quarta (22), em uma live no instagram da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a atleta conversou sobre os feitos da carreira e o que espera do futuro.

Natural de Camaragibe (PE), Erica Sena começou no atletismo praticando diversas provas. Contudo, por não conseguir alcançar nenhum resultado de destaque, ela não sabia em qual prova focar. Um dia, Erica viu uma atleta se aquecendo para o treinamento de marcha atlética e pediu para tentar.

Depois de treinar por apenas uma semana, a brasileira foi para a primeira competição e terminou com o quarto lugar. O resultado fez com que os treinos de marcha passassem a fazer parte do dia a dia de Erica Sena. A partir disso, o desempenho da atleta melhorou e o foco passou a ser as provas de marcha atlética.

Mudança de postura

Porém, nem tudo são flores. Quando chegou na categoria adulta, as coisas mudaram. O nível de exigência subiu e os resultados deixaram de acontecer. Se antes Erica Sena brigava pelo pódio, agora a disputa era pelas posições secundárias, mas a atleta sabia o porque.

“Eu brinquei muito de ser atleta. Lembro que eu treinava um dia, faltava outro, não terminava o que tinha sido proposto no outro e isso refletia nas competições”.

Depois de alguns anos com essa postura, Erica Sena entendeu que precisava mudar e o chacoalhão veio. Em uma conversa franca com o treinador Adalto Domingos, a marchadora decidiu mudar.

“Logo quando começa a prova a gente já sabe que você não vai ganhar porque você fica para trás. Tenta largar e ficar junto com as líderes o máximo que conseguir, foi o que o Adalto me disse. Fui, fiz isso, acabei ficando nas primeiras colocações durante todo o tempo e ganhei. Depois disso eu mudei completamente”.

Entre as melhores do mundo

A mudança aconteceu e os resultados vieram. Erica Sena deixou de estar no grupo de trás das provas e passou a ser uma das melhores do país, do continente, do mundo. Visando melhorar sua preparação, em 2011, a brasileira mudou e foi morar em Cuenca, no Equador.

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Lá, treinando na altitude, Erica melhorou ainda mais seu nível, conheceu seu atual técnico e marido, o equatoriano Andrés Chocho e alcançou a elite da modalidade. Nos três mundiais de atletismo, a brasileira foi ficando cada vez mais perto do pódio.

Em 2015, em Pequim, Erica Sena estreou ficando na sexta colocação. Dois anos mais tarde, em Londres, a brasileira ficou em quarto. Já no ano passado, em Doha, a atleta voltou a ficar em quarto, mas o sentimento mudou.

“Em Londres foi uma das melhores provas, clima bom e foi bem rápida. Em Doha o clima atrapalhou muito, mas a principal diferença foi que eu me senti muito mais perto da medalha, mas fica de aprendizado para as próximas competições”.

Depois de ter garantido o melhor resultado para uma marchadora brasileira na Rio-2016 com o sétimo lugar, Erica Sena é direta. “Hoje, o meu objetivo será brigar por uma medalha em Tóquio”, afirmou, falando da Olimpíada adiada para o ano que vem por causa do coronavírus.

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