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Tóquio 2020

Adiamento dos Jogos gera problemas no caixa do IPC

Comitê Paralímpico Internacional terá que fazer ajustes no fluxo de caixa após perder dinheiro com o adiamento da Paralimpíada de Tóquio 2020

Logo do Comitê Paralímpico Internacional IPC - Reprodução/IPC

O presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, revelou em teleconferência com a imprensa nesta quinta-feira (9), que a entidade enfrenta um problema de fluxo de caixa decorrente do adiamento da Paralimpíada de Tóquio 2020 para 2021.

Parsons disse que o problema deve-se em parte aos detentores de direitos de transmissão que desejam adiar seus pagamentos até 2021, quando o produto for entregue. O dirigente detalhou que não se trata de “perder dinheiro”, mas a necessidade de um aperto temporário nos gastos.

Desta forma, ele afirmou que está tentando cortar 5% do orçamento, listado em 24,1 milhões de euros (26,1 milhões de dólares ou cerca de 105 milhões de reais) no relatório anual de 2018 do IPC.

Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), comenta sobre o fluxo de caixa após adiamento de Tóquio 2020
Andrew Parsons, Presidente do Comitê Paralímpico Internacional (Facebook/IPC)

Apesar do problema, Parsons descartou ir ao Comitê Olímpico Internacional para obter ajuda. “Estamos tentando resolver nossos problemas internamente.” O Comitê Paralímpico Internacional já recebe milhões de dólares do COI sob um contrato de 2018, sem que fosse revelado o valor. “Este contrato contém algumas cláusulas de confidencialidade”.

Acessibilidade

Andrew Parsons disse que sua principal preocupação no momento é encontrar quartos de hotel em Tóquio adequados para pessoas com deficiência.

Cerca de 4.400 atletas paralímpicos devem ficar na Vila Olímpica, que foi projetada para o acesso de cadeiras de rodas. Mas alguns funcionários, mídia e fãs – muitos com deficiência – precisarão de quartos de hotel modificados para acompanharem a Paralimpíada de Tóquio 2020. Quartos com acessibilidade são escassos em Tóquio, cidade onde os espaços são geralmente pequenos, e as áreas de banheiros raramente são adequadas para usuários de cadeiras de rodas.

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“Levamos muito tempo e esforço para movimentar toda essa estrutura e não queremos vê-la voltar por causa do adiamento”, disse Parsons. “É claro que estamos preocupados com a falta de quartos.”

Parsons disse que a forte queda nos negócios causada pelo vírus provavelmente afetará os proprietários de hotéis, que podem ser desencorajados a fazer investimentos de curto prazo para reconfigurar quartos.

“Portanto, não sabemos se isso ainda será uma prioridade para esses hotéis”, disse ele.

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