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Verônica HIPÓLITO

NASCIMENTO
SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP
IDADE
23
ALTURA
1,58m
PESO
49kg
PARALIMPÍADA
1
PARAPAN
2
CLUBE
SEM CLUBE
MEDALHAS PARALÍMPICAS
Rio 2016(100m T38)
Rio 2016(400m T38)
MEDALHAS PARAPANAMERICANAS
Toronto 2015(100m T38)
Toronto 2015(200m T38)
Toronto 2015(400m T38)
Toronto 2015(Salto em Distância T20/37/38)
Lima 2019(100m T37)
Lima 2019(200m T37)
Lima 2019(4x100m misto)
MUNDIAIS
Lyon 2013(200m T38)
Lyon 2013(100m T38)
Verônica Hipólito tinha apenas 13 anos quando foi diagnosticada com um tumor no cérebro e teve que passar por uma cirurgia de urgência. Depois da operação, a então judoca foi proibida de praticar esportes de contato. Apaixonada por esportes, ela optou pelo atletismo a partir de então.
Mas não foram poucos os obstáculos que Verônica teve que superar. Depois do tumor, ela teve um AVC e ainda passou por uma cirurgia que retirou 90% do intestino grosso da atleta. Nada, no entanto, que a fizesse desanimar.
O atletismo ajudou a atleta a recuperar os movimentos do lado direito do corpo, afetados pelo AVC, sofrido em 2013. No mesmo ano, ela foi campeã mundial nos 200m rasos e vice-campeã mundial nos 100m em Lyon, na França. A competição foi a quarta de Verônica na carreira como paratleta.
Após as medalhas no Mundial, o processo de cirurgias, recuperações e conquistas têm se repetido na vida de Verônica. Em 2015 foi campeã dos 100m, 200m, 400m e vice-campeã no salto em distância nos Jogos Parapan-americanos de Toronto, na classe T38, se tornando a maior medalhista de todos os tempos e a primeira mulher na lista de atletas com pelo menos três pódios na competição.
No Rio de Janeiro, Verônica disputou pela primeira vez uma paralimpíada e conquistou a medalha de prata, nos 100m, e de bronze, nos 400m, mais uma vez na classe T38 feminina.
Pouco tempo depois, outro choque. Verônica descobriu que o tumor havia voltado e que teria que realizar uma nova cirurgia. Por conta disto, perdeu o Mundial de 2017.
As coisas pioraram em 2018 com a notícia de que o tumor seguia em seu cérebro. Verônica estava perdendo parte de sua visão periférica por conta disso. Teve então que retirar grande parte da glândula da hipófise como medida de prevenção contra a volta da doença. Um procedimento delicadíssimo que poderia ter feito com que a atleta desistisse do esporte.
Felizmente isso não aconteceu. Verônica voltou um ano após a nova cirurgia. Após ser reclassificada em uma nova classe devido a um comprometimento físico maior, Verônica logo conseguiu o índice para os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. De quebra, faturou 3 medalhas de prata na competição (100m rasos T 37, 200m rasos T37 e revezamento 4x100m misto) e o índice para o Mundial de Dubai nas duas primeiras provas.
No Mundial Paralímpico, seu primeiro após dois anos ausente por conta das recuperações pós-cirúrgicas, Verônica chegou à final dos 100m rasos feminino e ficou com a sétima colocação, muito além da sua melhor forma física. Ela ainda obteve um décimo segundo lugar nos 200m rasos.