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Vela

Kitesurfe tem início de disputa e vale vaga no Pan de Lima

Modalidade tem as primeiras regatas na Copa Brasil de Vela e conta como Sul-Americano. Scheidt segue em segundo na Laser, Zarif lidera na Finn e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan dominam na 470

Gabriel Heusi/CBVela

O céu de Florianópolis esteve mais colorido nesta quinta-feira (22). As primeiras regatas do kitesurfe marcaram o dia de competição na Copa Brasil de Vela 2018. E os riders entraram na água com mais uma motivação: a disputa é válida como Campeonato Sul-Americano neste ano. Além disso, vai definir o representante do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, na estreia da classe.

O cenário da Fórmula Kite é de evolução. Além do Pan, a classe foi incluída pela World Sailing (Federação Internacional de Vela) no programa dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

“O kitesurfe está tendo uma visibilidade grande nos últimos anos. E o Pan é um evento muito grandioso, só fica atrás dos Jogos Olímpicos. É um sonho ter o kite nesse patamar”, afirmou Bruno Lobo, campeão do Circuito Brasileiro.

Com ventos de 8 a 12 nós, menos intensos em relação aos dias anteriores, o americano Nico Landauer saiu na frente com quatro pontos perdidos (1+2+1). Bruno Lobo aparece em segundo lugar, com 6 p.p. (2+1+3), logo à frente do mexicano Xantos Villegas (12 p.p.). Ao todo, 25 riders participam da competição.

Na Fórmula Kite, a disputa é em formato de regata, com os velejadores competindo numa prancha com foil, que praticamente voa sobre a água.

Robert Scheidt vence regata na Laser, mas é vice-líder

Robert Scheidt venceu mais uma regata e segue na briga pelo título em seu retorno à classe Laser. O bicampeão olímpico cruzou a linha de chegada na frente na primeira das três provas do dia, mas viu Bruno Fontes ser o mais veloz nas duas seguintes. Com isso, segue na vice-liderança, com 12 pontos perdidos, quatro atrás de Fontes, que tem oito. A classificação já leva em conta o descarte.

“Cada dia que passa me sinto melhor no barco, ganhando mais ritmo. Foi um dia desgastante. Passamos sete horas no mar, e sigo acreditando em minhas chances. Ficou mais difícil, porque terei que ganhar as próximas quatro regatas. Não é impossível, mas é difícil. O Bruno está velejando muito bem, com bastante velocidade. Mas vou lutar até o final”, avaliou Robert Scheidt.

Favotiros seguem na frente nas Classes Finn e 470

Enquanto a Fórmula Kite desponta como novidade no cenário, em classes tradicionais os favoritos se mantêm firme no topo. Na 470, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan lideram a classificação geral com 11 pontos perdidos. Na Finn, Jorge Zarif também está consolidado na liderança, com 7 pontos perdidos.

Gabriel Heusi/CBVela

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