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Santa Fé 2026

 

“Faltou mais um ouro”: Marcus D’Almeida avalia campanha após vice no individual



Marcus D’Almeida encerra os Jogos Sul-Americanos com dois ouros e uma prata e comenta a final individual decidida no desempate



Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 – Tiro com Arco – Competição de Tiro com Arco, no Parque Independência, em Rosário. Na foto destaque para o atleta Marcus Dalmeida, medalha de prata na modalidade. Foto: Jonne Roriz/COB
Foto: Jonne Roriz/COB

ROSARIO – Número 1 do ranking mundial, Marcus D’Almeida encerrou sua participação nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026 com duas medalhas de ouro e uma de prata. Nesta sexta-feira (25), o brasileiro ficou com o segundo lugar na disputa individual do arco recurvo após perder a final para o colombiano Jorge Enríquez no desempate, depois de uma decisão equilibrada que terminou em 5 a 5.

A disputa foi marcada pelo vento forte, que também dificultou a decisão na flecha extra. Marcus e Jorge acertaram 9 no primeiro disparo do desempate e novamente 9 no segundo, mas a flecha do colombiano ficou mais próxima do centro do alvo. Segundo o brasileiro, o vento acabou interferindo diretamente em uma de suas últimas tentativas.

“O desempate é sempre um pouquinho mais complexo ali, né? Tem um pouquinho mais de sorte envolvida. O vento hoje estava difícil e aí eu não consegui algumas flechas ali, inclusive no desempate. O vento acabou levando para a direita, a altura foi perfeita, mas foi para a direita”, explicou Marcus.

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Competição como preparação

Apesar de ter terminado fora do lugar mais alto do pódio no individual, Marcus avaliou a participação em Santa Fé dentro do planejamento que estabeleceu para a temporada. O brasileiro contou que ficou sem competir durante o mês de agosto e utilizou os Jogos Sul-Americanos como uma oportunidade para voltar às competições e testar mudanças realizadas no período.

“É uma competição passagem aqui para mim, uma competição para eu voltar a competir, porque eu fiquei em agosto sem competir. E algumas trocas que eu fiz, alguns testes que eu estou fazendo. Então eu usei o Sul-Americano justamente para isso e estou satisfeito com as decisões que eu tomei em agosto e o resultado que eu tive aqui”, afirmou.

Marcus chegou à decisão individual depois de liderar a fase classificatória. No caminho até a final, venceu Gustavo Romero, do Peru, nas oitavas de final, Esteban Silva, da Argentina, nas quartas, e Matheus Ely por 6 a 4 na semifinal.

Dois ouros e uma prata

A prata no individual foi o terceiro pódio de Marcus em Santa Fé. Antes da disputa individual, o brasileiro conquistou o ouro na competição por equipes, ao lado de Matheus Ely e Matheus Gomes, e também foi campeão nas duplas mistas com Ana Luiza Caetano.

O desempenho deixou Marcus com duas medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos. Ainda assim, o brasileiro reconheceu que ficou a sensação de que poderia ter conquistado mais um título.

“Eu não vou falar que o trabalho todo que eu fiz, as decisões que eu tomei por uma flecha, foi certo ou foi errado, né? Atirei mais de 150 flechas, quase todas boas, então tá bom. Satisfeito é forte, né? Porque faltou mais um ouro. Mas também não dá para reclamar, né? Tem dois ouros e uma prata, tudo bem”, completou.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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