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Tiro com Arco

 

Três 10: Ana Luiza Caetano revela segredo para decidir final no recurvo



Arqueira fechou os três sets da decisão contra a Colômbia com pontuação máxima e ajudou Brasil a conquistar título por equipes no Sula



Ana Luiza Caetano foi o destaque brasileiro na final da equipe feminina do arco recurvo em Santa Fé
Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Rosário – O Brasil começou o dia de decisões do tiro com arco nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026 com ouro no arco recurvo feminino por equipes. Formada por Ana Caetano, Isabelle Estevez e Ane dos Santos, a equipe brasileira venceu a Colômbia por 6 a 0 na final e confirmou uma campanha dominante, após terminar na liderança do ranqueamento e avançar diretamente para a semifinal. A conquista teve como protagonista Ana Luiza Caetano, responsável pelas últimas flechas dos três sets da decisão e autora de três disparos no 10 nos momentos que definiram o título.

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Ana Luiza Caetano decide ouro nos momentos de maior pressão

A final contra a Colômbia teve momentos de equilíbrio, mas o Brasil mostrou precisão quando mais precisava. No primeiro set, as colombianas chegaram a liderar após as primeiras flechas, mas Ana Luiza Caetano acertou um 10 na reta final, enquanto Ane dos Santos e Isabelle Estevez marcaram 9 pontos cada, garantindo a vitória brasileira por 52 a 47.

No segundo set, a equipe brasileira precisou novamente de uma sequência decisiva para abrir vantagem. Nas últimas três flechas, o Brasil precisava somar 23 pontos para vencer a parcial. Ana Caetano foi a última a atirar e acertou outro 10, fechando o set por 50 a 48 e deixando o Brasil a uma vitória do ouro.

A pressão aumentou no terceiro set, quando a Colômbia voltou a crescer na parte final da disputa. Mais uma vez, a responsabilidade ficou com Ana Caetano na última flecha. Para garantir o ponto que daria o título ao Brasil, ela precisava acertar o 10. Ela repetiu o feito, colocando a flecha no centro do alvo e confirmando a vitória por 6 a 0.

“Eu entrei na linha sabendo que precisava de um tiro perfeito”

Depois da conquista, Ana Luiza falou sobre a emoção de decidir a final e destacou o momento da última flecha como o mais marcante da disputa.

“Foi emocionante, especialmente a última flecha. Eu entrei na linha sabendo que precisava de um tiro perfeito e o vento acalmou, deu tudo certo no momento, foi uma emoção”, contou.

A arqueira também explicou como o Brasil conseguiu construir uma campanha dominante até o ouro, apesar das dificuldades encontradas durante a semifinal contra a Argentina.

“A gente tem mostrado dominância o campeonato inteiro, classificamos em primeiro, isso passou a gente direto para as semifinais. No combate contra a Argentina foi um combate bem difícil por causa do vento, é um vento bem constante aqui, mas foi bom porque a gente conseguiu se adaptar rápido e levamos a melhor.”

“Tranquilidade é uma palavra que resume muito o nosso esporte”

Com o primeiro ouro no peito, antes das disputas individuais, Ana Luiza ressaltou que a confiança conquistada com o ouro por equipes pode ajudar na sequência da competição.

“O meu está tranquilo, acho que tranquilidade é uma palavra que resume muito o nosso esporte, no arco não adianta você querer fazer mais força, nem querer fazer menos força, é um esporte de equilíbrio, então entrar tranquilo, entrar com essa confiança extra de ter ganho a equipe ajuda bastante.”

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