O medalhista olímpico Felipe Wu celebrou a conquista de mais uma medalha para o Brasil no tiro esportivo durante os Jogos Sul-Americanos. O atirador superou um início complicado na decisão para garantir a medalha de bronze. “Quando a gente sai da qualificatória para a final é um jogo completamente novo, zera tudo, tá todo mundo igual. Então, por mais que eu tive dificuldade nessa etapa final, eu consegui me superar e, pelo menos, conquistar a medalha”, destacou o brasileiro.
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A competição na Argentina serve como uma importante preparação para o Campeonato das Américas de novembro, evento que distribuirá vagas olímpicas. Visando tirar um pouco do peso da sua disputa principal, Wu também competirá no tiro rápido. “Na época da Olimpíada do Rio, eu competia na pistola 50 metros e essa prova saiu do programa olímpico. Fiquei muito tempo me dedicando somente à pistola 10 metros, mas isso estava cansativo. Aí, minha esposa, que é minha treinadora, e eu, decidimos iniciar mais seriamente no tiro rápido”, explicou.
Final de carreira e novos prospectos
Apesar de manter a motivação nas pistas e buscar novas alternativas, Wu desabafou que este deve ser o último ciclo olímpico da sua vitoriosa carreira de alto rendimento. O atleta sente o peso da longevidade competitiva e confessou que já tem se preparado ativamente para a sua aposentadoria. “Eu comecei muito novo no esporte, com oito anos de idade. Mesmo o tiro sendo um esporte longevo, o corpo já tá pedindo socorro, então hoje eu penso que vai ser meu último ciclo”, relatou o atirador.
Pensando no futuro da modalidade, o brasileiro já iniciou o seu projeto de pós-carreira com a consolidação do Instituto Felipe Wu, visando apoiar novos talentos nacionais. “A gente começou o Instituto visando trazer novos atletas para o tiro esportivo, que infelizmente temos poucos. O Caio, que foi uma grande revelação, começou por volta de 2016, mas além dele não temos outros jovens performando bem. Então a nossa ideia é fomentar o esporte, ter mais praticantes e, se Deus quiser, pessoas com mais sucesso que eu tive”, finalizou o campeão.
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Caio Almeida é a nova promessa brasileira
Caio Almeida, de apenas 22 anos, vem fazendo bons campeonatos. O brasileiro ficou na quarta colocação no primeiro Jogos Sul-Americanos. O brasileiro quebrou o recorde brasileiro júnior em 2025, com 582 pontos, que pertencia a Felipe Wu. Além de ter conquistado, também no ano passado, a prata no 10m masculino individual em Assunção.
Caio também falou com o OTD após a prova e revelou como se sente para o próximo ciclo de Los Angeles 2028. “A preparação está bem intensa, estou com alguns projetos com meu técnico, que ele passa algumas temporadas na minha casa e a gente treina”.
Os brasileiros irão disputar o campeonato em Doha, no Qatar, no qual são distribuidas as primeiras medalhas para os jogos olímpicos de Los Angeles 2028.



