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Brasil aposta em quadra dura e confiança para superar Suíça na Copa Davis



O capitão Jaime Oncins explicou a escolha do piso, indo na contramão da preferência histórica do país, analisou a participação de Stan Wawrinka no rival e mostrou confiança no elenco brasileiro



Capitão Jaime Oncins ao lado de João Fonseca em treino do Brasil para Copa Davis (Foto: André Gemmer/CBT)
Capitão Jaime Oncins ao lado de João Fonseca em treino do Brasil para Copa Davis (Foto: André Gemmer/CBT)

O Brasil entra em quadra pela Copa Davis apostando em uma estratégia pensada para potencializar seus jogadores. Para o confronto contra a Suíça, a equipe brasileira optou por uma quadra dura indoor, uma mudança em relação ao histórico recente de partidas disputadas em casa, e o capitão Jaime Oncins acredita que o cenário pode favorecer o time nacional. Segundo o treinador, a escolha do piso está diretamente relacionada às características dos atletas e aos resultados recentes do grupo fora de casa. Ele destacou que os últimos triunfos como visitante aconteceram justamente em condições semelhantes às encontradas agora.

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“Sempre que chega perto do confronto, a expectativa vai aumentando. Principalmente, acho que dessa vez, uma das poucas vezes, depois de muito tempo, a gente escolhe um piso indoor, duro, num ambiente fechado. Normalmente, quando a gente jogava em casa, era sempre saibro, nível do mar. E isso acontece justamente por essa mudança de jogadores, onde eles conseguem se adaptar muito bem. Aliás, os nossos últimos resultados com vitórias fora de casa foram exatamente num piso como esse. Então, a expectativa grande contra a Suíça, principalmente agora com o Wawrinka também, já que acaba ficando um time mais forte. Mas estou bem otimista. Confio bastante nos nossos jogadores para esse confronto”, analisou Jaime Oncins.

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Mudança de cenário para enfrentar a Suíça

A aposta em uma superfície diferente faz parte do planejamento brasileiro para o duelo. A quadra rápida e o ambiente fechado devem criar uma condição de jogo diferente das tradicionais partidas em casa no saibro, favorecendo João Fonseca, principal simplista do Brasil na atualidade. Ele, no momento, é o 29º colocado no ranking mundial da ATP. Além dele, o piso deve ajudar com que os duplistas Orlando Luz e Rafael Matos consigam desempenhar da melhor forma, já que sagraram-se campeões recentemente dos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati em condições similares.

Do outro lado, a Suíça chega com um reforço importante: Stan Wawrinka. O experiente tenista aumenta o peso do confronto e é um dos fatores observados pela comissão técnica brasileira na preparação para a disputa. Apesar da presença do suíço, Jaime Oncins mantém confiança no elenco brasileiro e acredita que o grupo tem condições de competir em alto nível. O capitão também comentou de sua relação com a Copa Davis.

“A Davis, pra mim, sempre foi uma coisa muito importante. Eu sempre falei que quando eu parei de jogar tênis, a única coisa que eu sentia falta era jogar a Copa Davis e estar presente naquela semana. É a única chance que a gente tem de jogar por equipe dentro do tênis. O tênis é um esporte individual, então a maior parte do tempo o tenista só está pensando nele. E na Copa Davis é um momento que se pensa num grupo. Então acho que isso que faz essa competição ser bem especial”, comentou o treinador.

Grupo brasileiro mistura juventude e experiência

Além da estratégia coletiva, o capitão também destaca o momento dos jogadores convocados. Para Jaime Oncins, o Brasil reúne atletas jovens que já passaram por experiências importantes na Copa Davis e nomes mais experientes que chegam em boa fase. Gustavo Heide (24 anos) e Matheus Pucinelli (25) ganharam destaque nas últimas participações da equipe em confrontos de simples, enquanto Rafael Matos (30) e Orlando Luz (28) chegam embalados pelos bons resultados recentes nas duplas. João Fonseca (20) completa o grupo brasileiro como um dos nomes de maior projeção do tênis nacional na atualidade.

“Eu acho que é um time jovem, mas que, ao mesmo tempo, já tem boa experiência em jogos de Copa Davis. A gente teve o Canadá no último confronto, jogando fora de casa, tanto o Gustavo quanto o Puccinelli muito bem. Inclusive, o Gustavo surpreendendo, ganhando um jogo importante, e o Puccinelli também no último dia deixando escapar por um pouquinho a nossa vitória. O Rafa e o Orlando também vêm de um momento muito bom, com duas grandes vitórias. E o João completando o time, que é, apesar da pouca idade, um jogador que é muito importante, traz aí uma confiança maior ainda mais para esse grupo”, concluiu Jaime Oncins.

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