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João Fonseca lembra gesto de Guga no início da carreira em Roland Garros



Brasileiro agradeceu à torcida em português após vencer Casper Ruud e chegar às quartas de final diante de Gustavo Kuerten



João Fonseca em entrevista na quadra (Foto: Reprodução/FFT)

João Fonseca estava muito bem acompanhado ao vencer Casper Ruud neste domingo. Entre os milhares de fãs, estava Gustavo Kuerten, o maior nome do tênis masculino do Brasil e três vezes campeão em Roland Garros. Na entrevista pós-quadra, Fonseca comentou como foi vencer em frente ao ídolo e agradeceu à torcida que ficou até 0h30 na quadra Philippe-Chatrier: “Vamos com tudo, o sonho continua, valeu!”, disse em português. Ele ainda explicou em detalhes a tática utilizada para derrotar o norueguês.

“Ele é um ídolo para o nosso esporte, para o nosso país. Pelo seu carisma, pela forma que ele é, o quão humilde ele é. Ele estava aqui na minha primeira vez em Roland Garros, na minha primeira partida como juvenil e é um prazer ter ele, vencer um oponente tão difícil na frente dele, então estou muito feliz”, respondeu a Mats Wilander, que fez a entrevista pós-quadra.

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O sueco, ex-líder do ranking e três vezes campeão em Roland Garros ainda perguntou como está a energia de João Fonseca. Afinal, ele jogou três das quatro partidas mais longas de sua carreira. “Estou um pouco cansado, sabe?”, entre risadas. “É sempre uma primeira vez para mim, uma nova experiência. Chegar na segunda semana de um Grand Slam é sempre difícil, mas é sempre muito difícil, sabe? Tentamos colocar o nosso coração e focar em ponto a ponto”, disse Fonseca após sua estreia em uma rodada noturna da principal quadra de Roland Garros.

Gustavo Kuerten acompanhou João Fonseca em 2022

A estreia de João Fonseca em Roland Garros foi na edição de 2022. Naquele ano, ainda com 15 anos, ele foi o vencedor da edição inaugural do Roland Garros Series, que o presenteou com um convite para a chave juvenil principal. Na ocasião ele venceu duas partidas, inclusive contra o paraguaio Daniel Vallejo, antes de cair para o francês Gabriel Debru, que seria finalmente o campeão do torneio.

Mas não foi só em Paris que João Fonseca brilhou. Afinal, naquele ano, ele ainda liderou o Brasil rumo ao título da Copa Davis Juvenil.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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