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Bruna fala sobre amadurecimento mental e desafios internacionais



Primeira brasileira no Top-20 do ranking mundial, Bruna Takahashi fala sobre trabalho mental e preparação para Los Angeles 2028



Bruna Takahashi no Mundial de Tênis de Mesa por Equipes
FOTO: WTT

Primeira brasileira a entrar no Top-20 do ranking mundial de tênis de mesa, Bruna Takahashi revelou, em entrevista ao Olimpíada Todo Dia (OTD), como a preparação mental se tornou peça fundamental em sua trajetória no circuito internacional. A atleta falou sobre a maneira como lida com a pressão das competições, o controle emocional durante momentos difíceis nas partidas e o planejamento para a sequência do ciclo olímpico até Los Angeles 2028.

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Referência do tênis de mesa brasileiro, Bruna Takahashi explicou que o equilíbrio emocional se tornou uma das principais bases de seu desempenho no circuito internacional. A mesatenista afirmou que busca competir de maneira leve, sem se prender excessivamente aos resultados, e destacou que aprendeu a aceitar os momentos difíceis dentro das partidas para reconstruir a confiança ponto a ponto.

A brasileira ressaltou que a evolução dentro de uma partida acontece gradualmente. Segundo ela, focar em fundamentos simples e manter a calma durante os momentos de dificuldade são fatores essenciais para conseguir elevar o nível ao longo do jogo.

“Quando eu não estou jogando bem, eu aceito aquele momento. Talvez você comece em um nível mais baixo, mas vai evoluindo pouco a pouco. Eu foco nas primeiras bolas, nas coisas simples que eu sei fazer”, afirmou a brasileira.

Confiança nas viradas

Bruna também afirmou que essa construção emocional não aconteceu rapidamente. A atleta ressaltou que o controle mental desenvolvido atualmente é resultado de anos de experiência no circuito internacional, convivendo com derrotas, pressão e frustrações constantes.

“Isso vem de um processo muito grande, é trabalhoso. Não foi de ontem para hoje que eu consegui fazer isso. Vem de muita experiência, muitos jogos e momentos frustrantes”, comentou.

A mesatenista relembrou uma final juvenil de Pan-Americano que marcou sua carreira no aspecto mental. Na ocasião, a brasileira perdia por 10 a 4 no game decisivo, mas conseguiu reagir e venceu a partida por 12 a 10, em uma virada que mudou sua percepção dentro do esporte.

“Depois daquele jogo eu senti que qualquer coisa podia acontecer. O tênis de mesa é muito momentâneo, tudo muda muito rápido. Então eu sempre acredito que é possível reverter um resultado”, destacou.

Planejamento olímpico

Faltando pouco mais de dois anos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, Bruna Takahashi se prepara para disputar sua quarta Olimpíada da carreira. Entre os principais resultados da brasileira estão as quartas de final da Copa do Mundo de 2025, as oitavas de final do Campeonato Mundial no mesmo ano, além de títulos e vice-campeonatos em torneios de nível pan-americano e vitórias sobre atletas do top-10 mundial.

Além do aspecto mental, a mesatenista também destacou os desafios físicos e logísticos enfrentados por quem disputa o circuito internacional de tênis de mesa, marcado por viagens constantes entre continentes, principalmente para competições na Ásia. Segundo a atleta, o planejamento do calendário é um dos fatores mais importantes na preparação para Los Angeles 2028.

“Eu acho que esse é um dos meus maiores pontos, focar bastante nesse calendário para ter momentos bons e intensos de treinamento e também períodos bons para campeonato, porque nesse calendário que a gente tem é muito difícil arranjar pelo menos uma semana de treinamento intenso. Você chega da China, passa dois dias tentando se adaptar ao horário e, quando consegue, já precisa ir embora para a Ásia de novo. Então, é muito importante fazer um bom planejamento para se preparar bem e também fisicamente, não se machucar e estar o mais forte possível”, afirmou.

Família, inspiração e legado no tênis de mesa

Bruna Takahashi também falou sobre a importância da irmã, Giulia Takahashi, em sua rotina no circuito internacional. Parceiras em competições por equipes e nas duplas, as duas compartilham grande parte do calendário e da preparação ao longo da temporada.

Segundo ela, ter alguém da família por perto faz diferença principalmente nos momentos mais desgastantes da carreira. “Ter alguém da sua família, alguém em quem você confia e pode contar tudo, faz muita diferença. Ela é muito alegre, está sempre ligada no 220. Então é sempre muito bom ter ela perto”, afirmou.

A brasileira também destacou o desejo de ajudar no crescimento do tênis de mesa no país e inspirar crianças e jovens através da proximidade com o público durante eventos e competições.

“Quando eu era pequena, ter contato com atletas assim me dava mais motivação. Essas pequenas coisas fazem muita diferença para crianças e jovens. Então eu fico muito feliz de poder devolver esse carinho”, concluiu.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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