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Por ter ido a Cuba, Calderano é impedido de viajar aos EUA e perde torneio importante



Por ter ido a Cuba em 2023, Hugo Calderano foi impedido de entrar nos Estados Unidos e ficará de fora do WTT Grand Smash



Hugo Calderano - Tênis de mesa
Foto: Luiza Moraes/COB

Hugo Calderano não irá disputar o WTT Grand Smash, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (3), em comunicado de sua assessoria, o número 3 do ranking mundial de tênis de mesa informou que não conseguiu viajar por conta de um impedimento burocrático para entrada no país.

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Com cidadania portuguesa, Calderano precisaria informar sua entrada nos Estados Unidos por meio do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, em inglês). Dessa forma, não precisaria de visto devido a isenção para países integrantes da União Europeia. 

Ele fez tal solicitação. Entretanto, com a demora maior do que o habitual para confirmação, entrou em contato com a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CPB). Através dela, foi informado que não estava mais elegível para a dispensa de visto por ter ido a Cuba em 2023. Lá, disputou o Campeonato Pan-Americano visando a classificação olímpica. 

Última tentativa

Hugo Calderano ainda tentou um visto regular emergencial e contou com a ajuda da  Associação de Tênis de Mesa dos Estados Unidos (USATT) e do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC). Contudo, não conseguiria fazer a entrevista consular a tempo de disputar a competição, que começou nesta quinta-feira (3).

“Segui o mesmo protocolo de todas as viagens anteriores que fiz aos Estados Unidos utilizando o meu passaporte português. Ao ser informado sobre a situação, mobilizei toda a minha equipe para conseguir um visto regular de emergência, mas, infelizmente, não houve tempo hábil. É frustrante ficar fora de uma das mais importantes competições da temporada por questões que fogem do meu controle, especialmente vindo de resultados tão positivos”, disse o mesatenista. 

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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