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Veja como ficou o ranking da WSL após a etapa de Teahupo’o



Italo Ferreira assume a liderança da WSL com 39.930 pontos, enquanto Gabriela Bryan mantém a lycra amarela no feminino após Teahupo’o



Italo Ferreira termina em terceiro na etapa de Teahupoʻo e assume a liderança do ranking da WSL 2026.
Italo Ferreira termina em terceiro na etapa de Teahupoʻo e assume a liderança do ranking da WSL 2026. (Foto: Hannah Anderson/World Surf League)

A etapa de Teahupo’o terminou nesta quinta-feira (13) com mudança na liderança masculina e manutenção da primeira colocação no feminino do Championship Tour da WSL 2026. Italo Ferreira deixa o Taiti com a lycra amarela entre os homens, com 39.930 pontos, enquanto Gabriela Bryan continua no topo entre as mulheres, agora com 37.065 pontos.

Italo chegou à Polinésia Francesa na segunda colocação, com 33.845 pontos, apenas 85 atrás do italiano Leonardo Fioravanti. A situação mudou quando Fioravanti caiu no Round 2 para Ramzi Boukhiam, enquanto o brasileiro avançou até as semifinais. O terceiro lugar em Teahupo’o rendeu 6.085 pontos a Italo, que passou aos 39.930 e abriu exatamente 5 mil pontos sobre Fioravanti. O italiano somou 1.000 pelo 17º lugar e chegou aos 34.930.

A campanha de Italo terminou na semifinal diante do futuro campeão Seth Moniz. O havaiano venceu por 15,76 a 13,83 e depois conquistou o título ao derrotar Griffin Colapinto na decisão por 18,17 a 14,67.

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Brasil coloca quatro surfistas entre os cinco primeiros

Além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro lugar. O atual campeão mundial caiu no Round 2 diante de Seth Moniz, recebeu 1.000 pontos e passou de 32.950 para 33.950 pontos.

Miguel Pupo subiu para a quarta colocação. Ele chegou às oitavas de final, terminou em nono lugar na etapa e recebeu 3.320 pontos, alcançando 30.450. Gabriel Medina, eliminado por Kelly Slater no Round 2, somou 1.000 e aparece em quinto, com 28.610. Assim, quatro das cinco primeiras posições do ranking masculino pertencem ao Brasil.

Logo atrás está Ethan Ewing, sexto com 28.575. George Pittar aparece em sétimo, com 26.705, e o vice-campeonato em Teahupo’o levou Griffin Colapinto da 12ª para a oitava colocação, com 26.290 pontos. O norte-americano recebeu 7.800 pelo segundo lugar. A pontuação de cada colocação nas etapas da fase regular prevê 10.000 ao campeão, 7.800 ao vice, 6.085 aos semifinalistas e 4.745 aos eliminados nas quartas.

Top-10 masculino após Teahupo’o

Pos.SurfistaPontos
Italo Ferreira (BRA)39.930
Leonardo Fioravanti (ITA)34.930
Yago Dora (BRA)33.950
Miguel Pupo (BRA)30.450
Gabriel Medina (BRA)28.610
Ethan Ewing (AUS)28.575
George Pittar (AUS)26.705
Griffin Colapinto (EUA)26.290
Samuel Pupo (BRA)25.640
10ºLiam O’Brien (AUS)23.185

Se o título não colocou Seth Moniz imediatamente na disputa das primeiras posições, provocou um salto importante. O havaiano desembarcou no Taiti em 31º, com apenas 5.500 pontos após seis etapas.

Os 10.000 pontos da vitória elevaram seu total para 15.500, levando-o à 19ª colocação. A campanha teve peso especial porque Seth eliminou Yago Dora no Round 2, passou por Barron Mamiya nas oitavas, Alan Cleland nas quartas e Italo Ferreira na semifinal antes de superar Colapinto na decisão.

Gabriela mantém lycra amarela apesar de eliminação precoce

Gabriela Bryan caiu na segunda rodada em Teahupoʻo, mas manteve a lycra amarela. (Photo by Matt Dunbar/World Surf League)

Entre as mulheres, a passagem por Teahupo’o mudou menos a liderança, mas apertou ainda mais a disputa. Gabriela Bryan chegou ao Taiti em primeiro lugar com 35.065 pontos. A havaiana perdeu já no Round 2 para Anat Lelior, terminou em nono e recebeu 2.000 pontos, chegando aos 37.065.

Mesmo com a eliminação precoce, Gabriela preservou a lycra amarela porque suas principais perseguidoras também não chegaram às semifinais. Carissa Moore caiu diante de Erin Brooks e permanece em segundo, agora com 35.490 pontos. Sawyer Lindblad é terceira, com 34.970, apenas 105 à frente da campeã mundial Molly Picklum, que chegou às quartas e avançou para a quarta posição com 34.865.

Luana Silva, que iniciou a etapa em quarto lugar, foi eliminada por Yolanda Hopkins no Round 2. A brasileira recebeu 2.000 pontos, passou a 33.835 e caiu para a quinta posição. A diferença entre Gabriela, líder, e Luana, quinta, é de apenas 3.230 pontos.

Top-10 feminino após Teahupo’o

Pos.SurfistaPontos
Gabriela Bryan (HAV)37.065
Carissa Moore (HAV)35.490
Sawyer Lindblad (EUA)34.970
Molly Picklum (AUS)34.865
Luana Silva (BRA)33.835
Caitlin Simmers (EUA)31.810
Lakey Peterson (EUA)27.490
Caroline Marks (EUA)26.320
Nadia Erostarbe (ESP)22.915
10ºIsabella Nichols (AUS)21.170

Quem mais aproveitou Teahupo’o entre as mulheres foi Erin Brooks. A canadense chegou à etapa apenas em 18º lugar, com 10.000 pontos, mas derrotou Anat Lelior por 17,20 a 16,33 em uma virada na final e embolsou os 10.000 pontos destinados à campeã.

Brooks dobrou sua pontuação para 20.000 e saltou para a 11ª posição do ranking, ficando logo atrás do top-10. A vice-campeã Anat Lelior também teve uma subida significativa: começou o evento em 17º, com 10.745, recebeu 7.800 pontos pela final e passou a 18.545, ocupando a 14ª colocação.

Paulista em terras mineiras. Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Apaixonado por esportes.

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