A lycra amarela do surfe feminino da WSL está com Gabriela Bryan. A havaiana chegou à Etapa de Teahupo’o como líder do Championship Tour de 2026, com 35.065 pontos, mas a vantagem está longe de ser confortável. Apenas 4.945 pontos separam as cinco primeiras colocadas do ranking antes da definição da sétima etapa da temporada.
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Carissa Moore aparece em segundo lugar, com 33.490 pontos, apenas 1.575 atrás da líder. Sawyer Lindblad é a terceira, com 32.970, enquanto a brasileira Luana Silva ocupa a quarta colocação, com 31.835. A atual campeã mundial Molly Picklum fecha o grupo das cinco primeiras com 30.120.
Com isso, Teahupo’o pode provocar uma mudança significativa na corrida pelo título. Uma vitória em uma etapa da temporada regular vale 10 mil pontos, enquanto o vice soma 7.800, o terceiro colocado leva 6.085 e quem para nas quartas recebe 4.745.
Gabriela começou 2026 vencendo
A liderança de Gabriela Bryan começou a ser construída logo na primeira etapa. A havaiana conquistou o título de Bells Beach ao derrotar Molly Picklum por 14,83 a 8,33 na decisão. Com a vitória, deixou a abertura da temporada vestindo a lycra amarela.
Depois disso, Gabriela manteve uma regularidade impressionante. Foi quinta colocada em Margaret River, Gold Coast e Nova Zelândia. Em El Salvador, chegou às semifinais e terminou em terceiro depois de ser derrotada por Carissa Moore, que conquistaria o título. No Rio Pro, voltou a alcançar as quartas de final.
O resultado em Saquarema foi suficiente para mantê-la na ponta. Sawyer Lindblad conquistou o Rio Pro e subiu para o terceiro lugar, mas Gabriela permaneceu em primeiro com 35.065 pontos, à frente de Carissa Moore.
Luana está a 3.230 pontos da amarela
A presença de Luana Silva na disputa torna a situação especialmente interessante para o Brasil. A brasileira está somente 3.230 pontos atrás de Gabriela e já sabe o que significa vestir a lycra amarela em 2026.
Após terminar em quinto em Bells Beach, Luana foi vice-campeã consecutivamente em Margaret River e Gold Coast. A segunda final seguida colocou a brasileira na liderança mundial pela primeira vez na carreira. Ela deixou a Austrália como número 1 e campeã da tríplice coroa das três primeiras etapas do calendário. Luana perdeu a liderança posteriormente, mas continuou somando pontos importantes. Chegou às quartas em El Salvador e repetiu o resultado em Saquarema, onde perdeu para Sawyer Lindblad.
Gabriela estreia contra Anat Lelior
Assim como Luana, Gabriela Bryan não precisou disputar a primeira rodada em Teahupo’o. As oito primeiras cabeças de chave entram diretamente no Round 2 no formato feminino da WSL em 2026. A adversária da líder será Anat Lelior. A israelense conquistou a vaga ao derrotar Sally Fitzgibbons por 4,16 a 1,67 na abertura da competição feminina.
Com a diferença pequena entre as principais candidatas, Gabriela terá também de acompanhar o desempenho das rivais. Carissa Moore enfrenta Erin Brooks, Sawyer Lindblad encara Isabella Nichols, Luana Silva mede forças com Yolanda Hopkins e Molly Picklum terá Alyssa Spencer pela frente.
Top-10 feminino antes de Teahupo’o
- Gabriela Bryan (HAV) — 35.065 pontos
- Carissa Moore (HAV) — 33.490
- Sawyer Lindblad (EUA) — 32.970
- Luana Silva (BRA) — 31.835
- Molly Picklum (AUS) — 30.120
- Caitlin Simmers (EUA) — 27.065
- Lakey Peterson (EUA) — 25.490
- Caroline Marks (EUA) — 24.320
- Tyler Wright (AUS) — 18.545
- Nadia Erostarbe (ESP) — 18.170



