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Em casa, João Chianca supera pressão e busca final histórica em Saquarema



Chumbinho falou sobre competir em casa, início ruim de temporada e como está visualizando o resto da etapa



João Chianca na etapa da WSL Saquarema 2026 (Foto: Thiago Diz/WSL)
João Chianca em etapa da WSL Saquarema 2026 (Thiago Diz/WSL)

A Brazilian Storm encontrou no público de Saquarema uma torcida muito entusiasmada. Porém, um surfista em especial tem o coração da torcida local que está acompanhando as baterias da etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL) na Praia de Itaúna. Afinal, João Chianca, primeiro atleta nascido em Saquarema a disputar uma edição dos Jogos Olímpicos, está fazendo uma excelente edição do torneio.

Nesta segunda-feira, dia 22, Chumbinho venceu o australiano Morgan Cibilic por 13.27 a 12.76 para chegar à sua quinta semifinal da carreira na elite do surfe mundial. As outras quatro foram na temporada de 2023, quando ele venceu a etapa de Portugal. Naquele ano, ele terminou o Finals em quarto lugar e estava na melhor fase da carreira, quando bateu a cabeça no fim do ano e passou por um longo processo de recuperação. Ele ainda disputou os Jogos Olímpicos de Paris-2024, saindo de lá diplomado ao chegar nas quartas de final, quando perdeu para Gabriel Medina.

“Estou me sentindo muito bem. Consegui me liberar um pouco dos resultados negativos que a gente teve aqui nos últimos anos. Consegui aproveitar essa oportunidade como se fosse mais uma oportunidade, sem tentar aglomerar toda a pressão de estar em casa, de estar com os amigos, de estar com a família”, afirmou João Chianca na zona mista após sua bateria de quartas de final.

O saquaremense explicou que a chave para avançar foi simplificar o pensamento durante a bateria. Em vez de carregar o peso de competir diante do público de casa, João tentou focar apenas no que precisava fazer dentro do mar.

“Tentei pensar simples, preto e branco: mais uma oportunidade, onda por onda, bateria por bateria. E ainda assim era uma chance normal para mim de revirar as coisas esse ano”, completou. Mais cedo, Lucas Chumbo, seu irmão mais velho, disse ao Olimpíada Todo Dia que Chumbinho é “meu maior ídolo”.

“Minha melhor bateria competitiva do ano”

Depois de terminar a temporada de 2025 em 17º lugar, Chumbinho começou a etapa brasileira em 23º no ranking da temporada, mas já garantiu um salto de seis colocações. Se ele for para a final subirá ao 14º lugar, e se for campeão chegará ao 11º.

“Já estou feliz de estar finalizando essa primeira metade do ano bem melhor do que eu comecei. Mas tem muita coisa pela frente. Hoje senti que eu fiz a minha melhor bateria competitiva do ano, então já estou feliz”, disse, fazendo questão de ressaltar que ainda há espaço para melhoras.

Estreando com uma vitória convincente sobre Griffin Colapinto (14.84 a 7.17), ele venceu o australiano George Pittar pelas oitavas, por 14.30 a 13.26. 

“Eu ainda não surfei exatamente do jeito que eu gostaria. Especialmente nessa bateria, foi uma bateria em que eu tive que competir muito mais do que surfar bem igual eu surfei nas outras. Então tem muitos cenários para acontecer”, avaliou.

Sem projetar a final antes da semifinal

Com a classificação, João Chianca ficou a uma vitória de disputar a decisão em casa e agora terá mais um dia para recarregar as energias, já que a organização decretou que a terça-feira será off e portanto não terá competições da WSL.  

“Vai ser especial demais chegar a uma final aqui em casa. Eu não consigo projetar minha mente lá ainda, porque tem tanta coisa para acontecer. Eu ainda tenho mais uma preparação, tenho mais uma semifinal de 35 minutos, uma bateria duríssima”, afirmou para a imprensa.

João também citou o momento do próximo adversário, Leonardo Fioravanti, que venceu o brasileiro Samuel Pupo nas quartas. Chianca lembrou que o italiano chega embalado por um título recente. Inclusive, se Leo Fioravanti avançar à final, ele se tornará o líder da temporada, vestindo a lycra amarela em Fiji. “É um cara que vem com uma estrela de campeão de El Salvador. Então a gente tem um pouco de trabalho a fazer ainda”, completou.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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