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Carissa Moore revela desafios após retorno à WSL: “Não conseguia caminhar”



Após vencer estreia em Bells Beach, a pentacampeã revelou os desafios e as belezas de equilibrar o surfe competitivo com a maternidade



Carissa Moore revela desafios após retorno à WSL Não conseguia caminhar
Foto: Ed Sloane/WSL

O retorno triunfal de Carissa Moore às competições não foi apenas uma vitória nas águas de Bells Beach, mas a celebração de um recomeço desafiador. Após vencer a norte-americana Sawyer Lindblad no Round 1, a pentacampeã da WSL escancarou as dificuldades e as belezas de equilibrar o surfe competitivo com a maternidade.

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Desafio físico e mudança de prioridades

A havaiana relembrou que o caminho para colocar a lycra novamente contou com superações diárias e pequenos passos, revelando o quão debilitada se sentiu fisicamente. “Um ano atrás, depois de dar à luz, eu não conseguia sequer caminhar até a caixa de correio”, disse em entrevista ao canal oficial da WSL.

Com a presença da filha e do marido na praia, Carissa pontua que suas prioridades mudaram drasticamente. A pressão extrema por resultados deu lugar a uma busca por eficiência e presença no agora.

“Eu não tenho todo o tempo do mundo para surfar e treinar, então estou tentando ser eficiente com o meu tempo. Acho que a maior coisa é que estou simplesmente feliz, e a minha filha me lembra de permanecer presente”, completou.

Inspirando

Mais do que buscar troféus, o grande combustível para o retorno de Moore ao Circuito Mundial de Surfe é cravar um exemplo vivo para sua filha e para a sociedade de que a realização profissional não precisa ser anulada pela vida materna.

“Para mim, colocar a lycra de volta depois de ter um bebê já parece uma grande vitória. Eu quero que a minha jornada mostre à minha filha. Espero que a outras mulheres também, que nós podemos continuar correndo atrás dos nossos sonhos mesmo quando a vida muda e evolui”, finalizou.

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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