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Santa Fé 2026

 

Maria Clara Pacheco destaca evolução e mira LA28 após ouro na Argentina



Maria Clara Pacheco conquista o 14º ouro em 15 competições e destaca a constância após ser campeã nos Jogos Sul-Americanos



Na foto, destaque para Maria Clara Pacheco. Foto: Jonne Roriz/COB
Foto: Jonne Roriz/COB

ROSARIO – Maria Clara Pacheco conquistou o título dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 na categoria até 57 kg e ampliou uma sequência de resultados expressivos no taekwondo. Atual campeã mundial e líder do ranking olímpico, a brasileira chegou ao ouro na Argentina em uma temporada na qual vem mantendo a regularidade no pódio e projetando a preparação para o ciclo até Los Angeles 2028.

A final em Santa Fé teve um componente diferente para Maria Clara. A brasileira enfrentou pela primeira vez a argentina que estava do outro lado do tatame e ainda precisou lidar com a pressão de disputar o título dentro da casa da adversária. Mesmo assim, avaliou que conseguiu controlar a tensão e manter o nível apresentado ao longo da competição.

“Não foi uma luta tão difícil. Já era uma adversária que eu não conhecia, então foi a minha primeira vez lutando com ela. Mas é sempre uma tensão ali, uma adrenalina maior, por ser uma final de um evento, uma edição de Jogos. E também por ser contra a Argentina dentro da casa dela, então tem aquela pressão maior. Mas acho que não pesou tanto para conseguir dar bem e conseguir fazer uma boa luta.”

A campanha de Maria Clara Pacheco até o ouro teve três lutas. Nas quartas de final, a brasileira derrotou a colombiana Angelyn Saldaña. Na semifinal, superou a venezuelana Alexmar Sulbaran antes de enfrentar a argentina Maria Sepulveda na decisão. Para a campeã, a evolução ao longo da competição aconteceu principalmente na adaptação ao ambiente dos Jogos, enquanto o nível técnico e tático se manteve alto desde o início.

“Foi uma competição relativamente curta, foram só três lutas. Acredito que eu fui evoluindo na competição, a nível de estar mais acostumada com o nível do evento, com a estrutura e tudo. Mas, em nível técnico e tático, acho que eu consegui manter o nível alto desde o começo e a gente conseguiu ir administrando até chegar na medalha.”

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Mais um título na trajetória

O ouro em Santa Fé também marcou uma conquista inédita para Maria Clara. A brasileira já havia disputado Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos, mas nunca tinha participado dos Jogos Sul-Americanos.

“Foi uma medalha inédita para mim. Eu nunca tinha participado de nenhuma edição de Jogos Sul-Americanos. Eu tinha participado de Jogos Pan, Jogos Olímpicos, mas Jogos Sul-Americanos nunca.”

A atleta contou que mantém uma lista pessoal de competições que deseja conquistar e que o título em Santa Fé representava um item que ainda faltava.

“Eu tenho um bloco de notas com várias competições que eu quero dar check e ganhar medalhas em todas elas. Jogos Sul-Americanos não estavam checados, agora eu vou poder dar um check lá. Era algo que eu queria muito.”

O título também mantém a sequência de resultados da brasileira. Maria Clara soma quatro títulos de Grand Prix, um título mundial, um Mundial Universitário e acumula um ano na liderança do ranking olímpico. Nas últimas 15 competições, conquistou 14 medalhas de ouro, sequência que reforça a regularidade apresentada pela atleta.

Evolução de olho em Los Angeles

Mais do que manter os resultados, Maria Clara destacou a evolução que vem apresentando ao longo da temporada. Segundo a brasileira, o crescimento envolve aspectos técnicos, táticos, físicos e a experiência adquirida a cada competição.

“Essa temporada, tanto desse ano de 2026 quanto de todo o ciclo, está sendo muito boa para mim. Uma temporada de constante evolução, não só constância em resultados, mas em quesito evolução também. Eu sinto que a cada competição eu estou mais experiente, eu estou mais madura taticamente, tecnicamente, mais bem treinada, mais bem condicionada em todos os sentidos.”

A sequência acontece depois de um 2025 de calendário intenso e de uma cirurgia. Em 2026, Maria Clara também vem de competições importantes, como um Grand Prix na Coreia e o President Cup, disputados em sequência antes dos Jogos Sul-Americanos.

“Eu sei que tem muita coisa para melhorar ainda até Los Angeles, mas eu acredito que a gente está melhorando passinho por passinho. Mesmo após uma cirurgia, mesmo após uma temporada longa e bem cheia no ano passado, em 2025. Foi ano de Mundial, muitos Grand Prix. Esse ano também eu acabei de vir de um Grand Prix na Coreia e um President Cup também bem seguido.”

A brasileira agora busca prolongar a sequência de resultados até o fim do ciclo olímpico. Para ela, o desafio é manter o desempenho mesmo diante de uma rotina intensa de competições e preparação.

“Eu estou exigindo bastante do meu corpo, bastante da minha mente, mas eu estou conseguindo dar conta e espero conseguir seguir nessa constância até Los Angeles.”

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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