SANTA FÉ – Omira Estácia garantiu a medalha de ouro para o Brasil na disputa do Caiaque Cross nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. Logo após a conquista do título continental, a atleta fez uma avaliação do seu desempenho na água e destacou as características específicas do local de competição, que exigiram uma adaptação rápida por parte dos canoístas.
A brasileira explicou que a dinâmica da prova foi alterada. Segundo Omira, a ausência de correnteza transformou a disputa tática em um desafio de pura força física. “Foi uma prova bem difícil. Aqui, como é água parada, não é muito da canoagem slalom, é mais da velocidade”, detalhou a campeã.
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Essa mudança no estilo de navegação acabou nivelando o nível técnico entre todas as competidoras na água. Com a técnica do slalom em segundo plano, a diferença de tempo entre as primeiras colocadas foi mínima. “Fica meio que igualitário para todo mundo e, tipo assim, no mínimo nos centésimos, para ser entre medalha de ouro, prata e bronze”, completou a brasileira.
Aproveitando o momento de celebração pelo ouro, a atleta também fez um balanço da sua atual temporada profissional. Omira comemorou a regularidade alcançada ao longo do ano, citando campanhas expressivas no circuito internacional, incluindo um oitavo lugar na disputa do cross em etapas da Copa do Mundo. “Eu evoluí muito do meu ano passado”, resumiu.
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A evolução nas pistas alimenta as pretensões da canoísta para o futuro a curto e médio prazo. O foco principal do seu planejamento, dividido com a sua irmã, é somar os pontos necessários para disputar os Jogos Olímpicos. “Estou em busca do ranking olímpico. Por enquanto está bom. Ano que vem vai ser melhor”, projetou Omira com confiança.



