O Brasil alcançou o lugar mais alto do pódio no triatlo nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026. Nesta sexta-feira (18), o quarteto brasileiro formado por Djenyfer Arnold, Antônio Bravo Neto, Vittoria Lopes e Vinícius Santana marcou o melhor tempo geral e garantiu a medalha de ouro no revezamento misto.
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A equipe brasileira completou a prova com o tempo acumulado de 1h25min51s. O ouro foi definido por uma margem de sete segundos sobre o time do Chile, formado por Dominga Jacome, Mateo Mendoza, Rafaela Capó e Diego Moya, que garantiu a medalha de prata ao cruzar a linha em 1h25min58s. O pódio foi completado pela Venezuela, na marca de 1h26min52s.
Djenyfer abriu os caminhos
A responsabilidade de abrir a prova para o Brasil coube a Djenyfer Arnold, medalhista de prata no individual feminino. A triatleta completou a etapa inicial com 3min06s na natação, 11min46s na bicicleta e 5min08s na corrida, definindo a marca de 21min19s após as passagens pelas transições.
“É uma pressão a mais. Não é você sozinho, tem uma equipe atrás, tem três pessoas dependendo de você ali. Costumo dizer que compito melhor o revezamento do que o individual, por esse fator. Gosto muito de fazer o relay“, disse Djenyfer após a prova. “Não de ser a primeira”, brincou. “Mas acho que hoje a nossa melhor estratégia foi essa, que bom que deu certo”.
Na sequência, Antônio Bravo Neto foi para o percurso. Ele registrou 3min41s na natação, 11min17s no ciclismo e cravou a marca mais rápida de sua parcial na corrida ao fechar em 4min36s, levando o relógio coletivo brasileiro a 42min17s.
“É praticamente a mesma coisa que a prova individual. Você tem que colocar na cabeça que você tem que pegar o cara da frente. É força o tempo todo até pegar os caras da frente. Você tem o peso de entregar para os seus companheiros bem. Tem que fazer a diferença, e eu tava com isso na cabeça o tempo todo. Muito satisfeito”, comentou Antônio.
A terceira perna foi conduzida por Vittoria Lopes, que se manteve regular e figurou entre as três melhores marcas em cada segmento. Anotou 3min52s na natação, 11min59s no ciclismo e 5min37s na corrida.
“Fiquei desde Paris sem competir essas provas rápidas, então esse ano está um pouco de emoção tanto fisicamente quanto mentalmente. A gente aproveita os Jogos Sul-Americanos pra conquistar essa medalha de ouro. Cada oportunidade de hoje eu foquei para tentar ajudar o máximo possível o Brasil”, acrescentou Vittoria.
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Vinícius fecha a prova
Com 1h05min52s acumulados, coube a Vinícius Santana definir o ouro. Ele nadou para 3min40s, pedalou em 11min05s e garantiu a diferença na corrida com a melhor de sua parcial, anotando 4min43s para segurar a aproximação de Diego Moya. Assim, confirmou a conquista brasileira.
“Diego é uma lenda no triatlo aqui da América do Sul. Uma responsabilidade muito grande porque vinha um grande atleta atrás de mim, e eu carregava o peso, não só de estar ajudando a minha equipe, mas do Brasil inteiro estar esperando uma medalha nossa. E isso é muito importante para os jovens que podem sonhar. Ainda mais tendo eu como inspiração, um atleta mais novo”, completou Vinícius.



