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Saltos Ornamentais

 

Ele não conhecia o esporte, começou por acaso e virou medalhista

Luis Felipe Moura conquista a medalha de bronze no trampolim de 3m nos Jogos Sul-Americanos

Duas medalhas de bronze nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026 e uma história que começou sem planejamento. Luis Felipe Moura terminou sua participação na competição com um resultado importante para o Brasil, mas a trajetória até o pódio teve um início inusitado.

O brasileiro contou que chegou aos saltos ornamentais quase por acaso. “Um esporte que eu comecei por acaso e sem nem saber o que era. Eu fazia futebol e aí fui fazer basquete com minha irmã gêmea, que ela também é atleta. Minha mãe colocou a gente para fazer uma seletiva. Nem sabia o que era, só sabia que envolvia piscina”, contou Luis Felipe. “Mesmo depois que comecei, eu não entendia direito. Eu ficava olhando assim: o que é isso? Que estão dando mortal, que estão fazendo estrelinhas? Mas aí deu certo”, relembrou.

A partir daquele momento, a piscina passou a fazer parte da vida do atleta. Depois de iniciar os treinamentos no Centro Olímpico do Gama, no Distrito Federal, ele seguiu para o Centro de Excelência da Universidade de Brasília (UnB) e construiu uma carreira internacional.

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Duas medalhas e quase uma prata em Santa Fé

Em Santa Fé, Luis Felipe conquistou dois bronzes nos saltos ornamentais. O brasileiro terminou em terceiro lugar tanto no trampolim de 3 metros quanto no trampolim de 1 metro.

Na segunda prova, ficou muito próximo da prata. Com 367,75 pontos, terminou apenas 3,15 pontos atrás do colombiano Luis Uribe.

“Três pontos é detalhe. Uma coisa, um erro de ponta de pé, uma entrada que foi meio falha, talvez um pé em cima do outro ali no final. Uma gotinha que subiu a mais. Isso tudo é analisado”, explicou.

Para o brasileiro, o resultado representa a confirmação de uma evolução ao longo da competição.

“Vindo devagarinho, cada salto vinha pegando mais uma pontuação, mais uma colocação, mais um lugar. No meu quinto, sexto salto, eu já estava na terceira colocação e executei esses dois muito bem, garantindo essa medalha.”

O atleta também fez questão de dividir as conquistas com a mãe, responsável pelo primeiro contato dele com a modalidade.

“Essa medalha não é só minha, mas também é dela. Ela que me colocou nesse caminho, me aconselhou e vem me aconselhando até hoje, me dando força.”

Sonho olímpico segue como objetivo

Aos 23 anos, Luis Felipe Moura já acumula participações em grandes competições internacionais, incluindo Mundiais, Jogos Pan-Americanos, Jogos Sul-Americanos e Copas do Mundo.

O próximo grande objetivo é conquistar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Para isso, o brasileiro mira a sequência do ciclo olímpico, com novas oportunidades internacionais.

“Que ano que vem eu tenho Copa do Mundo para ir também, que já é seletiva do Mundial, que no Mundial eu pego a vaga. E realizar meu sonho. Falta mais essa competição para mim, para zerar o game”, afirmou.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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