O rompimento do contrato entre Lucas Verthein e o Botafogo marca o fim de uma era no remo alvinegro. Após 13 anos defendendo as cores do clube, o remador anunciou sua saída em meio a uma crise que afeta a modalidade. A rescisão, segundo o atleta, foi feita de forma unilateral pela atual gestão de esportes olímpicos. Já o clube alega que a decisão partiu do próprio esportista. O clima de incerteza e atritos internos se intensificou com cortes significativos nos investimentos na modalidade. Isso resultou até no cancelamento de ajudas de custo para alguns competidores.
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Lucas Verthein, que se destacou como campeão pan-americano, expressou sua tristeza em relação ao que viveu nos últimos meses. “Descobri sobre minha saída do clube através de terceiros. Soube que meu contrato tinha sido rescindido de forma unilateral. Então, fui procurar saber o que tinha acontecido e me disseram que realmente não iriam renovar comigo, mas não me deram muitas explicações em relação a isso”, relatou o atleta. “Triste tudo que passei. Eu estava na Copa do Mundo, representando o Brasil na Itália, quando soube disso. Foi um momento difícil mentalmente”, completou em entrevista ao GE.
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Trajetória e mudanças na gestão
Lucas Verthein ingressou no Botafogo em 2012 e, ao longo de sua carreira, se tornou um dos principais nomes do remo brasileiro. No entanto, sua situação começou a se deteriorar após a troca de gestão no clube, com a chegada do presidente João Paulo Magalhães e do vice-presidente da modalidade, João Paulo Gualberto Teixeira de Mello, em janeiro de 2025. O atleta revelou que soube de sua saída por terceiros, o que o deixou em uma posição difícil durante a Copa do Mundo na Itália.
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O ambiente no Botafogo se tornou insustentável para o atleta, especialmente após a demissão do coordenador técnico Alexandre Fernandes, o Xoxô, por motivos financeiros. Lucas Verthein também enfrentou dificuldades em sua rotina de treinos, tendo ficado cerca de seis meses sem um treinador fixo, o que complicou ainda mais sua preparação para o novo ciclo olímpico. O remador buscou ajustes em sua rotina, mas a direção do clube não aceitou as mudanças propostas.
Saúde mental e apoio pessoal
Após o rompimento, Lucas Verthein enfrentou um período difícil, lidando com questões de saúde mental, como depressão e ansiedade. Ele destacou a importância do apoio de sua noiva, a canoísta Ana Sátila, durante esse momento desafiador. “A Ana fez o papel principal, junto com a minha psicóloga, claro, mas ela que estava ali para segurar as minhas pontas. Acho que se não fosse por ela, não sei se ainda estaria remando”, afirmou o remador.
Atualmente, sem clube e sem barco próprio, Lucas Verthein treina no Estádio de Remo da Lagoa com o técnico Daniel Dalmau, ex-remador que atuou por Flamengo e Botafogo. Ele se prepara para o Mundial da China, que ocorrerá entre os dias 13 e 28 de setembro, e já inicia a preparação para a temporada de 2026. O Botafogo, por sua vez, emitiu uma nota oficial afirmando que Lucas “entendeu que não queria mais seguir remando pelo Botafogo” e que a decisão de desligamento foi aceita pelo clube.
Confira a nota oficial do clube na íntegra
O atleta Lucas Verthein, depois de uma longa trajetória no clube, onde o Botafogo sempre fez o máximo que podia para apoiá-lo, entendeu que não queria mais seguir remando pelo Botafogo. Na verdade ele já não vinha obtendo bons resultados nas provas que disputava, inclusive se recusando a competir em algumas delas, como na prova do double sênior do Estadual. Sendo assim, aceitamos o seu desejo de desligamento e desejamos sorte em sua trajetória.