O Campeonato Brasileiro de halterofilismo paralímpico começou neste sábado (6) no CT Paralímpico, em São Paulo, com dois recordes nacionais quebrados. O mineiro Marco Túlio Cruz, da categoria até 49kg, levantou 178kg e superou em 12kg a marca registrada por ele mesmo em março. O resultado também ficou acima dos 177kg que lhe renderam o bronze no Mundial do Cairo.
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Após confirmar o recorde, Marco avaliou a temporada. “Foi um ano incrível, em que meu trabalho foi recompensado”, afirmou. O atleta também destacou o foco na preparação para o Mundial. “Decidi que meu objetivo era melhorar muito meu resultado, não só colocar um ou dois quilos a mais.” Sobre competir após a medalha internacional, disse: “A competição é embaixo da barra. Ela, o peso e o banco são iguais, só muda o lugar.”
Outra medalhista do Egito a se destacar foi Lara Lima, bronze no individual até 41kg e ouro por equipes. A mineira levantou 105kg em sua segunda tentativa e tentou quebrar o recorde nacional com 110kg, mas não validou o movimento. “Esta barra de 110kg está birrenta comigo. Mas ela vai subir em breve”, disse. Ela também comentou a mudança em seu processo de preparação. “O que estou fazendo está dando certo. Os 110kg estão começando a sair do meu peito.” Lara relatou ainda o desafio de conciliar treinos com a graduação em psicologia. “Houve muito momento que achei que não iria dar conta. Mas minhas conquistas neste ano demonstram que é possível.”
Outro recorde
A manhã também teve quebra de recorde com Maria Rizonaide, da categoria até 50kg. A potiguar ergueu 110kg e superou a marca anterior, de 109kg. A jovem Natália Costa, campeã dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, levantou 87kg, dois a mais do que havia registrado em Santiago.
A competição reúne 135 atletas e encerra a temporada nacional. As disputas seguem até domingo, 7, com transmissão ao vivo no YouTube do CPB das 8h15 às 13h. O último dia contará com as campeãs paralímpicas de Paris 2024, Mariana D’Andrea e Tayana Medeiros, que também foram prata no individual e ouro por equipes no Mundial do Cairo.
*Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)