SANTA FÉ – O Brasil dominou os 10 km feminino da maratona aquática dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026. Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro neste domingo (13), enquanto Viviane Jungblut ficou com a prata no Lago do Parque del Sur. Com a dobradinha, as brasileiras asseguraram ao país as duas cotas em disputa para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027.
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Ana Marcela completou a prova em 1:56:58, enquanto Viviane chegou logo depois, com 1:57:01, após assumir a segunda colocação na volta final. A medalha de bronze ficou com a argentina Romina Imwinkelried, que marcara exatamente 1:57:04, superando a compatriota Candela Giordanino por um milésimo de segundo.
O resultado repetiu o domínio brasileiro da edição anterior dos Jogos Sul-Americanos. Em Assunção 2022, Ana Marcela também ficou com o ouro e Viviane terminou com a prata, em uma prova definida por apenas um segundo.
Ana retoma caminho olímpico e Vivi confirma recuperação
O ouro também ganha peso pelo momento da carreira de Ana Marcela. Campeã olímpica em Tóquio 2020, ela terminou os 10 km de Paris 2024 na quarta colocação e, naquele momento, deixou em aberto a possibilidade de disputar uma nova edição dos Jogos Olímpicos.
Em 2026, a brasileira dedicou parte da temporada a um objetivo diferente. Em julho, completou a travessia do Canal da Mancha e, na sequência, voltou suas atenções ao caminho competitivo tradicional das águas abertas.
Já em Santa Fé, Ana Marcela deixou claro que a disputa faz parte de um projeto mais longo. A sequência passa pela classificação brasileira para Lima 2027 e pode culminar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Para Ana Marcela, a vitória reforça a retomada de uma trajetória que pode chegar a Los Angeles 2028. Depois dos Jogos de Paris 2024, a campeã olímpica passou a administrar a carreira de forma diferente e dedicou parte de 2026 a desafios fora do calendário tradicional, incluindo a travessia do Canal da Mancha.
Santa Fé recolocou a brasileira em uma competição diretamente ligada ao ciclo olímpico. O primeiro objetivo era classificar o Brasil para o Pan-Americano de Lima, etapa intermediária de um caminho que a própria nadadora já relacionou aos Jogos de Los Angeles.
A medalha de Viviane também carrega um significado particular. A nadadora chegou à Argentina após superar um período de lesão. No Pan-Pacífico, disputado em agosto, seu objetivo principal ainda era completar os 10 km sem dores. Em Santa Fé, já mais treinada, voltou ao pódio dos Jogos Sul-Americanos.



