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Santa Fé 2026

 

Após ouro no Sula, Gyovanna Andrade entra na briga dos 57 kg do Brasil



Judoca de 20 anos venceu a disputa individual e por equipes em Santa Fé e ganha espaço em uma das categorias mais disputadas da seleção brasileira



Gyovanna Andrade ganha espaço nos 57 kg do judô brasileiro
Foto: Gabriel Augusto/COB

Rosário – A medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026 colocou Gyovanna Andrade como mais um nome na disputa por espaço na categoria até 57 kg do judô brasileiro. Aos 20 anos, a paulista conquistou o título individual na Argentina e também foi decisiva na competição por equipes, vencendo seus dois combates e ajudando o Brasil a manter 100% de aproveitamento na modalidade.

O resultado coloca mais um ponto de interrogação na divisão até 57kg feminino. Gyovanna passa a integrar, agora no adulto, uma das categorias mais concorridas da seleção brasileira, que reúne atletas com resultados internacionais importantes e vive uma nova fase desde a mudança de categoria de Rafaela Silva.

A campeã olímpica do Rio-2016 e bicampeã mundial deixou a categoria para competir nos 63 kg neste ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. A saída abriu espaço, mas não diminuiu a dificuldade da disputa interna.

“Eu acho que o 57 kg principalmente, que é a minha categoria, está em uma disputa bem acirrada. Tem três pessoas (Shirlen Nascimento, Sarah Souza e Bianca Reis), três meninas, que são muita inspiração para mim, que estão disputando essa vaga direta nas Olimpíadas, e eu fico feliz de talvez ser uma quarta pessoa ali que está chegando”, afirmou Gyovanna.

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Uma categoria com grandes nomes no Brasil

Durante anos, a categoria até 57 kg teve Rafaela Silva como principal referência do judô brasileiro. Campeã olímpica no Rio de Janeiro e dona de dois títulos mundiais, a carioca construiu uma trajetória histórica antes de subir para os 63 kg. A mudança abriu uma disputa que já conta com atletas fortes internacionalmente.

Shirlen Nascimento assumiu protagonismo nos últimos anos e conquistou o bronze no Campeonato Mundial de 2025, além de resultados importantes no circuito internacional.

Sarah Souza também aparece como uma das principais candidatas da categoria, acumulando pódios em etapas do circuito mundial, enquanto Bianca Reis representa uma geração mais jovem com histórico forte nas categorias de base, tendo bons resultados em Grand Slams adultos.

“Com certeza deixa a gente mais motivado para continuar. Muita gente está vindo do Sub-21 agora, primeiro ano de sênior, então isso deixa a gente muito motivada para continuar treinando e, quem sabe um dia, disputar as Olimpíadas”, contou.

“Eu sei que talvez não esteja no nível internacional delas ainda, mas estou feliz com esse resultado. Devagar eu vou fazendo o meu processo, curtindo ele principalmente. Uma hora vai dar certo.”

Do Mundial Júnior ao ouro em Santa Fé

Antes de conquistar espaço no cenário adulto, Gyovanna construiu sua trajetória nas categorias de base. A brasileira foi medalhista mundial júnior e chegou ao ciclo sênior como uma das atletas acompanhadas pela comissão técnica brasileira.

Na disputa individual dos 57 kg em Santa Fé, Gyovanna precisou superar momentos de dificuldade. Nas quartas de final, saiu atrás contra a venezuelana Audreys Pacheco, que abriu o placar com um waza-ari. A brasileira reagiu, conseguiu o ippon e avançou.

Na semifinal, venceu a uruguaia Maya Leopold no golden score, com um yuko. Na decisão, derrotou a equatoriana Astrid Gavidia por dois yukos e garantiu a medalha de ouro.

Decisiva também na competição por equipes

Além do título individual, Gyovanna teve papel importante no ouro brasileiro por equipes. A judoca entrou no tatame em dois momentos decisivos e venceu seus dois combates, ajudando o Brasil a conquistar mais uma medalha dourada em Santa Fé.

“Medalhar por equipes é muito legal, é uma energia muito boa, principalmente com essa galera que a gente estava hoje. Todo mundo muito unido, um torcendo pelo outro. As minhas duas lutas foram boas, eu consegui controlar bem e, na final, consegui decidir o ponto rápido. A gente conseguiu essa medalha para o Brasil.”

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