Depois de 10 anos, sete atletas foram pegos em um exame antidoping tardio conduzido pela Agência Internacional de Testes (ITA), incluindo o judoca brasileiro Rafael Buzacarini, o “Bolo”. O órgão é responsável por um programa independente realizado junto ao Comitê Olímpica Internacional, e acusou uso de esteroides anabolizantes em nova análise de amostras colhidas na Olimpíada do Rio-2016.
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Rafael Buzacarini, de 34 anos, carrega um currículo com duas participações olímpicas: no Rio e em Tóquio. Bolo, como é conhecido, é também três vezes medalhista de Grand Slams, conquistando a prata em Paris (2025) e Brasília (2019), além do bronze recente em Tbilisi (2023).
Tecnologia de detecção
A ITA informou que as amostras haviam sido analisadas originalmente à época dos Jogos e reportadas como negativas, de acordo com os métodos de detecção então disponíveis nos laboratórios credenciados pela Agência Mundial Antidopagem (WADA).
Segundo a ITA, os resultados positivos para as mesmas amostras ocorreram por conta, principalmente, de avanços técnicos, como o desenvolvimento de métodos de detecção e o aumento da sensibilidade analítica para identificar metabólitos de esteroides que não eram detectáveis no momento da análise inicial.
Sempre de acordo com a Agência Internacional de Testes, os atletas já foram informados sobre os casos. Eles, agora, podem solicitar a análise da amostra B. Caso isso aconteça e ela confirme a presença da substância, ou caso não haja a solicitação, “os casos prosseguirão como uma violação confirmada das regras antidoping”.
Confirmada a violação, Rafael Buzacarini e os outros atletas terão a oportunidade de se defender e também serão suspensos provisoriamente pelas respectivas federações internacionais até a conclusão dos casos.
CBJ e Pinheiros
A CBJ afirma que foi pega de surpresa com a notícia, mas ainda não apresenta posição oficial porque afirma não ter sido notificada. Pelo mesmo motivo, ainda não tem programada nenhuma ação a respeito. A confederação disse, ainda, que tentou entrar em contato com a FIJ (Federação Internacional de Judô), porém sem sucesso.
O Pinheiros, clube do atleta desde 2021, disse em nota oficial que “aguarda a apresentação da defesa do atleta e a conclusão definitiva dos laudos pelas instâncias competentes”.
Halterofilismo, luta greco-romana e atletismo
Além de Rafael, quatro atletas do halterofilismo, um da luta greco-romana e um do atletismo foram indicados – o Egito é o único país com dois nomes na lista, mas o Uzbequistão, com Ivan Efremov, é o único com medalha ameaçada. Buzacarini foi o nono até 100kg.