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Equipe do Brasil participa do GP de Baku de judô paralímpico

Judô

GP de Baku começa nesta terça com seis brasileiros em ação no tatame

Lutas do GP de Baku de judô paralímpico acontecerão de madrugada no horário brasileiro e finais, pela manhã; IBSA vai transmitir evento ao vivo

Divulgação

GP de Baku começa nesta terça com seis brasileiros em ação no tatame

Após mais de um ano desde o último evento oficial promovido pela IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos), chegou a vez de os judocas matarem a saudade da adrenalina de competição. Na madrugada desta terça-feira (25), terá início o GP de Baku, no Azerbaijão, o penúltimo qualificatório do judô paralímpico antes dos Jogos de Tóquio.

Haverá dois dias de torneio. As lutas serão realizadas em dois períodos, sendo as classificatórias com início às 3h e as finais, a partir das 8h30 pelo horário de Brasília – Baku está sete horas à frente do nosso fuso. A IBSA vai transmitir todo o evento ao vivo.

Única seleção gerida pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) ainda sem vagas matematicamente definidas para a Paralimpíada, a equipe de judô paralímpico do Brasil estará representada por 13 atletas, sendo que alguns já têm lugar praticamente assegurado no maior evento do paradesporto mundial. Outros buscarão no Azerbaijão e, posteriormente, na Inglaterra, no GP de Warwick, em junho, carimbar o passaporte rumo ao Japão.

“Estamos preparados, tivemos algumas fases de treinamento. Agora é colocar toda essa experiência ali dentro do tatame. É uma competição muito importante porque vamos sentir novamente o quimono dos nossos adversários, além de ser classificatória para os Jogos”, diz Thiego Marques (até 60 kg), um dos que ainda dependem dos resultados para sonhar com Tóquio.

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Ele será um dos seis brasileiros em ação nesta terça. Também lutarão Giulia Pereira (até 48 kg), Maria Núbea Lins e Karla Cardoso (até 52 kg), Lúcia Teixeira (até 57 kg) e Luan Pimentel (até 73 kg). Na quarta, será a vez de Alana Maldonado (até 70 kg), Rebeca Silva e Meg Emmerich (mais de 70 kg), Harlley Arruda (até 81 kg), Arthur Silva (até 90 kg), Antônio Tenório (até 100 kg) e Wilians Araújo (mais de 100 kg).

“As expectativas são as melhores, me sinto preparada. Foi um momento bem difícil pelo qual passamos, muito tempo longe dos tatames, mas também um momento de muito crescimento e aprendizado onde estudei muito minhas adversarias. Vai ser importante avaliar tudo que estamos treinando”, analisa Alana.

“Passamos um bom tempo sem competir, mas eu venho me dedicado bastante, estou bem psicológica e fisicamente e acredito que vai dar tudo certo”, afirma Rebeca.

Atletas estão passando por testagens diárias para a disputa do GP de Baku de judô paralímpico (Divulgação)
Atletas estão passando por testagens diárias para a disputa do GP de Baku de judô paralímpico (Divulgação)

“Apesar de toda a situação pela Covid, pude treinar bem. Hoje me sinto mais maduro, tenho mais experiência em competição internacional, então minha expectativa é de subir no pódio, o que vai me ajudar bastante na classificação”, diz Luan.

Segurança

O GP de Baku de judô paralímpico será também um bom teste para se avaliar a organização de um evento em meio à pandemia. Até aqui, a impressão vem sendo a melhor possível com testagens diárias e normas sanitárias cumpridas com rigor, segundo os brasileiros.

“A cada dia eu acredito mais que é possível realizar os Jogos Paralímpicos com segurança para todos os atletas. Estamos vendo aqui nessa competição com todos os protocolos sendo seguidos à risca”, conta o peso-pesado Wilians Araújo

“Esse ciclo foi um pouco conturbado pela pandemia, por duas lesões graves que eu tive. Isso fez com que me afastasse do tatame por um tempo longo. No ano passado, também perdi meu pai. Então, nessa competição, vou lutar por ele”, conclui o lutador, referindo-se a seu Severino.

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