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‘Vovó’ da seleção, Mayra Aguiar afirma que quer ser mãe

Bicampeã mundial tem 28 anos, pensa em competir em alto nível por pelo menos mais quatro e entende que, se ficar muito tarde, pode pensar em adoção

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Vovó Mayra com Larissa Pimenta, talvez a netinha mais nova na seleção (instagram/mayraaguiarjudo)

Mayra Aguiar passou metade da vida na seleção brasileira de judô, por isso se auto denominou como a vovó da seleção, apesar de ter apenas 28 anos de idade. Os 14 que passou com o time nacional deram, além de grandes conquistas, uma sensação de que, como ela mesma diz, “tudo valeu a pena”. Claro que a bicampeã olímpica ainda quer o ouro olímpico, mas ela também já tem planos para quando deixar os tatames: ser mãe.

“Eu quero muito ser mãe, muito mesmo. Tem muita amiga minha que já teve filho e fico com vontade. Eu fico para a minha irmã: ‘pô, tu podia ter filho né, porque eu não posso agora'”, brinca, ciente de que o momento da carreira não permite “nem por sonho, não dá”. A irmã, Hellen Aguiar, mais velha, também não tem e o que se aproxima mais são primos pequenos.

Mayra Aguiar admite que quer disputar pelo menos mais dois Jogos Olímpicos. Uma no ano que vem, em Tóquio, e a outro em 2024, na capital francesa, Paris. Fazendo umas contas rápidas, descobriremos que ela terá de começar a colocar os planos de maternidade depois dos 32 anos. As entrelinhas de suas palavras sugerem que talvez seja tarde para engravidar. Não tem problema. “Se passar muito tempo, eu vou adotar uma criança. Para mim vai ser maravilhoso”.

De bagunceira a vovó

Talvez o instinto de ser mãe tenha um pouco do contato que teve com os então “vovôs” e “vovós” da seleção brasileira de judô quando ela, aos 14 anos, chegou por lá. “Elas puxaram muito a minha orelha. Eu era muito bagunceira, extremamente bagunceira. Hoje eu não consigo ver uma coisa fora do lugar, sou até chata com isso”.

Quem são “elas”? “Ixi, muita gente. João Derly, Thiago Camilo, o Lu, a Vânia. A seleção feminina maravilhosa, foram super referência. A Edi, Edinanci Silva, a Dani Zangrano também. (Foram referência) tanto como atleta, como pessoal. Eu era muito novinha”.

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Mãe ou vovó?

Hoje a coisa é diferente. “Eu to a vovô da equipe”, diverte-se, mas sem ver nenhuma “netinha” que dá trabalho nos dias atuais. “As meninas são bem adultas, muito mais do que eu era naquela época. Falo mais coisas de competição, cabeça. Como eu estou mais madura, acredito que posso passar mais um pouco disso. Sinto um pouco, as vezes, essa cobrança muito forte, fica uma energia muito pesada. Então eu falo ‘vamos mudar um pouco de assunto, vamos rir um pouco, se divertir’, para deixar a coisa um pouco mais leve. Porque no final de tudo o que a gente vai ter são lembranças, momentos, as pessoas. É muito bom ganhar, mas tem de aproveitar esses outros momentos também, são importantes”, ensina.

Sobre judô, Mayra Aguiar garante que recebe mais do que passa. “Na parte técnica, eu pergunto mais. Eu não me considero uma judoca muito técnica, sabe. Nome de golpe é horrível para mim, eu não lembro, eu não sei. Então eu peço mais ajuda. Essa troca é muito boa, o que eu sei eu falo, eu passo, mas eu acho que eu peço mais ajuda”, encerra.

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