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Phelipe Pelim

Judô

Campeonato Brasileiro de judô abre ciclo olímpico da modalidade para Tóquio 2020

Campeonato Brasileiro de judô abre ciclo olímpico da modalidade para Tóquio 2020

O Campeonato Brasileiro de judô, que está sendo disputado neste final de semana, em Lauro de Freitas, no interior da Bahia, no centro de treinamento da CBJ, abre o novo ciclo olímpico visando os Jogos de Tóquio em 2020 para a elite da modalidade. Será a primeira oportunidade dos judocas se enfrentarem em busca de uma vaga ou de um espaço maior na seleção brasileira. O torneio dá vagas para os campeões das sete categorias olímpicas para a primeira etapa da seletiva para a próxima olimpíada.

“Acima de tudo, eu vejo como mais uma oportunidade de poder colocar todo meu treinamento em prática. Dar o meu melhor é sempre o meu objetivo para buscar a vitória, fazendo o que eu faço todos os dias que é lutar. Para chegar aqui precisei vencer o Campeonato Paulista que é muito forte e, por isso, acredito que tudo irá correr bem”, disse o ligeiro Phelipe Pelim, que durante os últimos dois anos do ciclo olímpico teve a companhia de Felipe Kitadai e Eric Takabatake – que travaram uma disputa acirrada pela vaga na Rio 2016 – na seleção.

Além de Pelim, estão entre os atletas que já representaram a seleção brasileira em algum evento internacional e que estarão no Brasileiro Sênior Breno Alves (66kg/SP), Diego Santos (66kg/RS), Gabriel Pinheiro (66kg/PE), Marcelo Contini (73kg/SP), Ricardo Santos Júnior (73kg/MG), Rafael Macedo (81kg/RS), Gustavo Assis (90kg/MG), Eduardo Bettoni (100kg/MG), Renan Nunes (100kg/RS), Eleudis Valentim (52kg/SP), Tamires Crude (57kg/RJ), Danielle Karla Oliveira (63kg/RJ) e Samanta Soares (78kg/SP).

“O objetivo é fazer uma boa competição e confirmar a boa fase. Sei que é uma competição dura que não pode errar, mas a expectativa é, sim, ser campeão. Com certeza, o ouro da Estônia serviu como uma alavanca, impulsionando, mostrando que vim desde o início do ciclo brigar pela vaga e tentar aproveitar cada oportunidade. Afinal, cada competição fará, um dia, parte da minha história e legado”, disse Gustavo Assis, campeão no Aberto Europeu de Tallin, no começo do mês e que durante o ciclo olímpico Rio 2016 foi reserva de Tiago Camilo.

Há ainda os jovens talentos que estão buscando a afirmação nos próximos quatro anos e, que para isso, precisam mostrar um trabalho consistente também entre os adultos. Nesse grupo, se incluem nomes como Jéssica Santos (63kg/SP), João Marcos Cesarino (+100kg/RS) e Manoella Costa (57kg/RS) que já foram convocados para Desafios com a seleção ou para treinamentos de campo. Entre esses atletas estão ainda alguns que brilharam em importantes competições de base há pouco tempo como Henrique Silva (90kg/RS), vice-campeão mundial juvenil em 2009 e bronze no mundial júnior em 2013; Rita Reis (44kg/AM), bronze no Mundial Sub 21 ano passado; Camila Nogueira (+78kg/MS), vice-campeã no Mundial Sub 21 ano passado.

“O meu maior objetivo é ser campeã brasileira, mostrando um bom trabalho para a comissão técnica, principalmente agora em um novo ciclo”, disse Camila, que fez sua primeira competição internacional sênior pela seleção no início do mês na Estônia e conseguiu um bronze. “Acho que o Aberto de Tallin serviu como parâmetro para ver o que eu tinha que melhorar. Já trabalhei em cima das minhas dificuldades mas, logicamente, cada competição é uma nova história”, completou.

E não se pode esquecer os campeões brasileiros de 2015 que chegam com muita vontade para renovar a conquista. Entre eles estão Ana Paula Nobre (44kg/RS), Carolynne Hernandes (48kg/AM), Ivan Sabino (60kg/PB), Érika Ferreira (63kg/CE), Raphael Magalhães (90kg/SP) e
Richele Jordão (+78kg/RS), além de Eleudis Valentim, Diego Santos, Samanta Soares e Renan Nunes, citados anteriormente.

“É muito importante começar esse novo ciclo bem e nada melhor do que o Campeonato Brasileiro pra isso. Voltar à seleção é mais importante para mim neste momento”, disse Renan Nunes, que foi campeã brasileiro sênior ano passado no peso pesado e, em 2016, volta à sua categoria original, o meio-pesado. “Por estar competindo em uma categoria que não era a minha, ano passado e não tive pressão e consegui lutar bem. Agora, quero o título e a vaga na Seletiva”, concluiu.

No quadro de medalhas no Brasileiro Sênior de 2015, São Paulo liderou com 9 ouros, seguido pelo Rio Grande do Sul com quatro. Completaram os cinco primeiros no quadro de medalhas Paraíba e Ceará com um ouro e um bronze e Amazonas com um ouro. No total de medalhas, depois de São Paulo (12) e Rio Grande do Sul (10) ficaram o Rio de Janeiro (5), Santa Catarina (5), Mato Grosso do Sul (4) e Minas Gerais (4).

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