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Santa Fé 2026

 

Maria Alexandre fecha temporada com ouro e destaca evolução mental



Maria Alexandre fecha 2026 com cinco medalhas em Santa Fé e destaca evolução mental após um ano de altos e baixos



Maria Alexandre conquistou 5 medalhas nos Jogos Sul-Americanos
Foto: Gáspar Nóbrega/COB

ROSARIO – Maria Alexandre encerrou a temporada de 2026 com um dos melhores resultados do ano. Nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, a brasileira conquistou o ouro no individual geral e ainda subiu ao pódio nas quatro finais por aparelhos, com mais dois ouros, no arco e na fita, e duas pratas, na bola e nas maças. Ao todo, foram 12 apresentações em quatro dias de competição, quatro em cada aparelho.

O resultado marcou o fechamento de uma temporada de evolução para Maria, que começou o ano buscando regularidade após o retorno de uma lesão na canela. Na Copa do Mundo de Sofia, na Bulgária, a brasileira terminou em 20º lugar no individual geral. Depois, avançou para a sexta colocação no Grand Prix de Thiais, na França, antes de ficar em 12º na Copa do Mundo de Baku, no Azerbaijão.

A sequência positiva continuou na Copa do Mundo da Romênia. Maria terminou entre as 11 melhores do individual geral e ficou perto do pódio na final de fita, com a quarta colocação. Pouco depois, viveu outro momento importante ao disputar pela primeira vez um Campeonato Mundial. Em sua estreia, terminou entre as 12 melhores na bola e na fita.

Evolução ao longo da temporada

Em Santa Fé, Maria transformou a sequência de competições em um resultado mais consistente. Mesmo reconhecendo as imprecisões apresentadas nas séries, a brasileira deixou os Jogos Sul-Americanos com cinco medalhas e uma avaliação positiva sobre o próprio desempenho.

“Com toda certeza, saindo daqui com o dever cumprido. Estou muito realizada de poder ter competido todos esses dias e estar saindo muito feliz da quadra em todas as coreografias”, afirmou.

A brasileira também destacou a evolução apresentada ao longo da temporada, principalmente no aspecto mental. Para Maria, a experiência acumulada nas competições ajudou a tornar as entradas em quadra mais naturais e facilitou a execução do trabalho desenvolvido nos treinamentos.

“Eu sinto que muito dessa evolução foi mental, maturidade. Eu acho que as entradas em quadra fazem com que a gente se sinta mais confortável, mais fácil de entrar e poder mostrar o trabalho feito em treino”, explicou.

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Cinco medalhas em Santa Fé

Na última disputa em Santa Fé, Maria teve algumas imprecisões na série de maças, mas conseguiu manter uma avaliação positiva da apresentação. A brasileira contou que houve pequenos ajustes antes de entrar em quadra e destacou a satisfação com o conjunto de coreografias apresentado ao longo da competição.

“Eu tive a série de maças com bastante imprecisão, bastante falhinha, mas, do mesmo jeito, saindo feliz. Teve umas troquinhas antes de entrar na quadra, mas saímos felizes, realizadas com todas as coreografias que eu podia apresentar no dia de hoje”, disse.

De olho em 2027

Com a temporada encerrada, Maria já projeta mudanças para o próximo ano. A brasileira revelou que algumas séries podem passar por alterações, incluindo possíveis mudanças de música e coreografia. A principal meta, porém, é iniciar a temporada em um nível mais alto de concentração e presença.

“Acredito que vai haver algumas mudanças, talvez de música, de coreografia, algumas coisinhas de uma série ou outra, mas esperar de uma Maria mais forte, mais presente desde o início do ano e não vendo isso de competição em competição. Vou tentar entrar o mais presente possível desde o início da temporada”, projetou.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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