O Brasil venceu a final de 5 bolas do Mundial de Ginástica Rítmica neste domingo (16), em Frankfurt, e conquistou o primeiro ouro da história do país em uma prova de conjunto da competição.
A nota 29.450 ficou à frente da China, com 28.900, e da Bulgária, com 28.400. É também o primeiro título de um país das Américas nesse tipo de disputa no Mundial; até aqui, só Brasil e Estados Unidos tinham medalha na história da prova entre representantes do continente.

O conjunto é formado por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira. A sexta integrante do grupo, Nicole Pircio, não competiu nesta final.
No sábado, a mesma equipe já havia conquistado o bronze no conjunto geral do Mundial, resultado que garantiu a vaga do Brasil nos Jogos de Los Angeles-2028, reservada aos três primeiros colocados daquela disputa.
Ferezin assumiu equipe na 26ª posição do ranking
“Quando assumi a Seleção Brasileira, éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer. Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal”, disse a treinadora Camila Ferezin, segundo comunicado da Confederação Brasileira de Ginástica.
“Essa medalha é fruto do trabalho de muitas mãos. É das nossas ginastas, que são extremamente disciplinadas, comprometidas.”
Mas é também de toda uma equipe que trabalha nos bastidores: treinadores, coreógrafos, profissionais da preparação física, fisioterapia, medicina, psicologia, nutrição, gestão.”
Terceira medalha mundial em dois anos
O resultado é o terceiro do Brasil em Mundiais na modalidade desde 2025. Naquele ano, no Mundial do Rio de Janeiro, a equipe havia ganhado a prata no conjunto geral, primeira medalha do país na história da competição. Em 2026, o Brasil também já havia vencido o geral na etapa de Milão da Copa do Mundo, antes de somar bronze e ouro em Frankfurt.
“Primeiro sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto. Não aconteceu de um dia para o outro. Foram anos de trabalho, erros, acertos, lágrimas, renúncias e muita persistência”, resumiu a treinadora.
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Ainda neste domingo, o conjunto disputa a final da série mista, com três arcos e duas maças, prova em que se classificou com a segunda melhor nota, atrás só da Espanha.



