Critérios são ótimos para definir parâmetros de competições, mas acabam sendo cruéis quando determinam quem vai ou não ao pódio. De qualquer maneira, Maria Alexandre fez duas apresentações de alto nível na World Challenge Cup de Cluj-Napoca. Na bola, a brasileira terminou com a sexta colocação. Por outro lado, na fita, a atleta empatou com a ginasta israelense Daniela Munits, mas não subiu ao pódio por um dos critérios de desempate.
- 3 destinos no Brasil para quem quer escalar
- Viajar muda seu relógio biológico? Entenda o impacto no esporte
- Campeã mundial Rebeca Lima vence Open de boxe
- Alison projeta duelo com rivais e avisa: “Vão ter que correr muito rápido”
- Kiko Dal Ri retoma liderança do Mundial de ILCA 6 após duas vitórias nesta quinta
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Na ginástica rítmica, quando duas ou mais ginastas ou conjuntos terminam a competição com a nota final rigorosamente empatada, os critérios de desempate estabelecidos pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) são aplicados na seguinte ordem: maior nota de execução total, maior nota de artístico total e, por fim, maior nota de dificuldade total. Se, após a aplicação de todos esses critérios, a pontuação e as notas de subcritérios continuarem iguais, as ginastas ou conjuntos permanecem empatados e dividem a mesma colocação.
Assim, Maria Alexandre finalizou sua apresentação na fita com a mesma nota da ginasta israelense, 27.600, melhorando sua apresentação inicial. No entanto, a execução de Munits teve 7.650 e dedução de 0.05 e seu artístico foi 7.800. Enquanto a brasileira teve 7.400 de execução e 7.700 de artístico. Então, os três décimos que a atleta nacional tinha de dificuldade maior caíram na hora de definir o pódio.
A ucraniana Taisiia Onofriichuk, que se classificou com 0.05 a mais do que Maria Alexandre na primeira apresentação e foi prata no individual geral, cravou 28.000 para ficar com o ouro. Em seguida, a ginasta do Uzbequistão, Takhmina Ikromova, bronze no individual geral, ficou com a prata no aparelho, com 27.850.
Segunda final
Na segunda final, na bola, Maria Alexandre repetiu os 27.450 prévio e fechou com a sexta maior nota. Dessa vez, partiu de uma nota de dificuldade menor, mas teve maiores notas de execução e artístico. Contudo, a coincidência a fez descer um posto em comparação à classificação para a final.
O ouro foi para a polonesa Liliana Lewinska, com 28.250, prata novamente para a ucraniana Taisiia Onofriichuk, com 28.100 e o bronze ficou com a romena Amalia Lica, com 27.850.