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Ginástica Artística

 

Lorrane Oliveira estreia passada inédita e comemora melhor forma da carreira



Lorrane Oliveira fez sequência inédita no solo no Campeonato Brasileiro de ginástica artística e crava: “não me sentia tão bem desde 2016”



Lorrane Oliveira no Campeonato Brasileiro de ginástica artística
(Foto: Melogym/CBG)

Lorrane Oliveira sofreu para ficar na sua melhor forma física nos últimos anos. Um problema de dor crônica nos pés fez com que a ginasta passasse anos sem conseguir competir perto de todo o seu potencial. Mas 2026 tem tudo para ser diferente para a ginasta. Na sua melhor forma desde os Jogos Olímpicos Rio-2016, Lorrane voltou a competir no individual geral no Campeonato Brasileiro de ginástica artística e levou a medalha de prata. Ela ainda fez história ao executar uma linha acrobática inédita no solo.

Desde o Campeonato Brasileiro de 2023 que Lorrane Oliveira não competia em todos os aparelhos. Mas com ajuda da sua equipe multidisciplinar, ela conseguiu voltar para a melhor forma da sua carreira. “além de ter voltado depois de três anos, eu me sinto melhor do que nunca. Eu acho que a última vez que eu me senti tão bem, assim, fisicamente foi lá em 2015 e 2016. “Saio daqui competindo os quadro aparelhos. Ainda faltam alguns detalhes como a saída da trave e algumas coisa que dá para ajustar. Mas de resto estou muito feliz. Fiz uma passada super difícil no solo que eu nunca tinha feito antes. Executei ela muito vem. Então estou muito satisfeita com meu trabalho hoje”, afirmou a ginasta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

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Ineditismo no solo

No solo, Lorrane Oliveira passou a fazer uma série com apenas três linhas acrobáticas. Por isso, a ginasta quer colocar o máximo de dificuldade em cada uma delas para otimizar a sua nota. Assim, Lorrane estreou uma passada inédita: um flic sem mãos ligado com um duplo twist carpado. Por fazer os dois elementos conectados, ela ganha um acréscimo de dois décimos na sua nota de dificuldade. Lorrane se tornou a primeira atleta da história da ginástica artística feminina a executar essa sequência.

“Eu nunca vi no feminino. No masculino eu já vi, mas no feminino eu realmente nunca vi antes. Mas, o importante é que eu estou fazendo. Graças a Deus eu tenho uma facilidade com esse tipo de elemento. Junto com o Chico, meu treinador, a gente vai montando essas séries um pouco mais difíceis e diferentes para mostrar para o mundo essa minha diferença”, respondeu Lorrane, exaltando originalidade.

O Campeonato Mundial acontece me outubro na Holanda. E até lá, Lorrane Oliveira planeja aumentar suas notas de dificuldades em outros aparelhos. Na trave, ela vai adicionar a saída que ela não fez no Campeonato Brasileiro. Já no salto, existe a possibilidade de Lorrane voltar a fazer o Yurchenko com dupla pirueta, salto que ela não faz desde 2016. O Flamengo publicou um vídeo nas suas redes sociais da ginasta fazendo exercícios educativos para voltar a fazer o salto. E Lorrane não descarta voltar com ele no futuro. “Eu sou uma mulher que sempre quero mais. Pretendo voltar pro Rio, querendo melhorar. Eu sempre vou querer
mais. Então, no que eu puder aumentar a dificuldade, eu vou correr atrás pra poder aumentar, pode ter certeza”, finalizou.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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