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Ginástica Artística

 

Rebeca Andrade volta “aos poucos” e inicia por sua maior especialidade



Rebeca Andrade prepara saltos para retorno no Pan-Americano de ginástica artística. Campeã olímpica não compete desde setembro de 2024



Rebeca Andrade vai competir no salto no Pan-Americano de ginástica artística
(Foto: Melogym/CBG)

Chegou o momento que o fã de ginástica tanto esperou nos últimos meses. Nesta quarta-feira (17), Rebeca Andrade volta a competir após 21 meses. A campeã olímpica e mundial é a principal atração do Campeonato Pan-Americano de ginástica artística que acontece nesta semana no Rio de Janeiro. E a ginasta vai competir na sua principal especialidade: o salto sobre a mesa. Na prova, Rebeca Andrade tem um ouro e uma prata em Jogos Olímpicos e é considerada uma das melhores saltadoras da história.

Após os Jogos Olímpicos Paris-2024, Rebeca Andrade competiu apenas no Campeonato Brasileiro daquele ano, conquistando o ouro nas barras assimétricas. Durante o ano de 2025, a ginasta optou por dar uma pausa na sua carreira, para preservar sua saúde física e mental. Mas ela voltou a treinar alguns meses atrás, para ajudar a equipe brasileira no Pan-Americano e no Mundial deste ano.

Em entrevista recente ao site da Federação Internacional de Ginástica, Rebeca comentou sobre o seu retorno. “Em 2025 foi meu momento de descansar e cuidar da minha mente e do meu corpo. E agora eu estou voltando pouco a pouco. Meus planos e metas para 2026 são os mesmos dos últimos anos: me manter feliz, saudável, confiante e bem preparada para o que vier, não importa o resultado”, afirmou.

O retorno começa pelo salto

Rebeca Andrade é uma das melhores saltadoras da história da ginástica artística feminina. Com um ouro e uma prata olímpicas no seu currículo, a paulista também é bicampeã mundial da prova e tem tudo para conquistar o seu terceiro título em 2026. Ainda recuperando sua forma física, Rebeca Andrade vai competir apenas no salto nesta semana no Pan-Americano. No treino de pódio, ela executou um Yurchenko com dupla pirueta (DTY), além de um Lopez. Esse segundo elemento é uma versão simplificada do Cheng, salto mais difícil do arsenal de Rebeca Andrade e que é considerado uma de suas marcas registradas na ginástica.

Rebeca Andrade salta na Arena Carioca 1 em treino do Pan-Americano de Ginástica Artística Rio-2026
(Foto: Melogym/CBG)

Caso Rebeca Andrade faça os dois saltos nesta quarta-feira durante a qualificação do Pan-Americano de ginástica artística, ela poderá disputar a final do aparelho no domingo (21). Suas principais adversárias são a canadense Lia-Monica Fontaine, atual vice-campeã mundial da prova, e a estadunidense Claire Pease. Ambas competem com o DTY e o Lopez, mas Pease tem treinado o Cheng e o executou com sucesso em training camps da seleção dos Estados Unidos. Mas mesmo sem fazer sua dificuldade máxima, Rebeca Andrade pode superar as adversárias pela execução limpa nos saltos.

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Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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