Neste sábado (06), o Brasil feminino realizou o primeiro de dois amistosos contra os Estados Unidos, mais um que a Seleção feminina faz para a preparação para a Copa do Mundo. A partida ocorreu na NeoQuímica Arena, em São Paulo, e o time brasileiro conquistou a sexta vitória na história do confronto. Depois do 2 a 1 na casa das adversárias em 2025, o time de Arthur Elias repetiu o placar com a definição antes dos 15 minutos de jogo.
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Arthur Elias escalou as onze iniciais com Lelê, Isabela, Isa Haas, Mariza e Thais Ferreira, Duda Sampaio, Angelina (C), Kerolin e Tainá Maranhão, Dudinha e Bia Zaneratto. Marta, que era dúvida para escalação, ficou mesmo no banco e não entrou para continuar o tratamento do edema na coxa esquerda. Assim, o Brasil feminino foi com o que tinha de força máxima à disposição para um público de mais de 31 mil pessoas.
Começo intenso
No entanto, antes do segundo minuto de jogo, parecia que as adversárias iriam estragar a festa da torcida em Itaquera. Yohannes pressionou a saída pela esquerda e roubou a bola, tocando para Wilson. Sem nenhuma jogadora da seleção para abafar, a atacante correu pela intermediária e chutou rasteiro, de fora da área. Lelê não alcançou e então os Estados Unidos abriram 1 a 0.
O primeiro lance de perigo do Brasil feminino foi com Dudinha, que recebeu a bola do cruzamento de Bia Zaneratto e chutou por cima das traves, aos seis minutos. Na saída de tiro de meta, a Imperatriz apertou a goleira, que teve mais sorte do que juízo com a bola saindo para linha de fundo. Contudo, a pressão da Seleção deu resultado.
Aos dez minutos, o cruzamento de Isabela, pela direita, passou da zagueira americana e Tainá Maranhão finalizou de cabeça no contrapé da goleira. Três minutos mais tarde veio a virada, com Bia Zaneratto, que puxou contra ataque. A atacante tocou para Dudinha, que invadiu a área e devolveu para a Imperatriz completar com tranquilidade.
A disputa permaneceu aberta, com investidas dos dois lados. Tainá Maranhão era a jogadora mais perigosa e com mais participações nas jogadas. Porém, o ritmo inicial não se manteve no decorrer da primeira etapa. Assim, a partida foi para intervalo com a virada em 2 a 1.
Segundo tempo
Ao mesmo tempo em que Lelê fazia boas defesas, preocupava a condição física da goleira do Brasil Feminino. Enquanto Bia Zaneratto tinha uma primeira finalização por cima nos primeiros minutos do segundo tempo, Lelê assegurava o resultado, em uma defesa com a ponta dos dedos, a bola ainda tocou na trave antes de sair para escanteio.
Sentindo que a Seleção começava a sofrer maior pressão, o treinador colocou Ludmilla no lugar de Tainá Maranhão e Yaya no lugar de Angelina, para voltar a ter saída pelo meio. Mesmo assim, era os Estados Unidos com a bola e predominantemente no campo de ataque.
Lelê, que mostrava desconforto na coxa direita desde o primeiro tempo, deixou o jogo no novo pacote de substituições, com Lorena em seu lugar. Além disso, a Seleção teve Aline Gomes, Rafaelle e Gio Garbelini nos lugares de Kerolin, Thaís Ferreira e Bia Zaneratto. O Brasil ensaiou alguns contra ataques nos momentos finais, mas nenhum balançou as redes. Ainda deu tempo para Amanda Gutierres entrar no lugar da exaurida Dudinha.
As seleções voltam a se encontrar na próxima terça-feira (09), na Arena Castelão, Fortaleza (CE).