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Arthur Elias descarta fórmula para bater os EUA: “Não tem caminho definido”



Brasil inicia preparação para dois amistosos contra as americanas, com retrospecto amplamente favorável às rivais



Foto: Rodrigo Menezes

A seleção brasileira feminina começou, nesta terça-feira, no CT Joaquim Grava, em São Paulo, a preparação para os dois amistosos contra os Estados Unidos. O primeiro confronto será no sábado, na Neo Química Arena. Depois, Brasil e EUA voltam a se enfrentar na terça-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza.

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Mesmo jogando em casa e vindo de uma vitória histórica sobre as americanas em solo norte-americano, o técnico Arthur Elias fez questão de descartar qualquer clima de favoritismo para os próximos compromissos. Segundo ele, o retrospecto ainda pesa muito a favor das rivais.

“Não tem favoritismo nosso. Pelo retrospecto, eu acabei de dizer, são 43 jogos, 34 vitórias dos Estados Unidos, apenas quatro para o Brasil. Então, óbvio que a gente não tem um favoritismo nesse confronto”, afirmou Arthur Elias, em entrevista coletiva.

Técnico valoriza processo da seleção

Arthur destacou que o Brasil chega aos amistosos em meio a um processo de construção. Para o treinador, a equipe tem evoluído na execução das ideias propostas pela comissão técnica, ainda que oscilações sejam naturais em uma seleção que passou por mudanças ao longo do ciclo.

“Nós temos um processo que, dentro do que eu acredito, tem sido muito bem executado pelas jogadoras. Claro que existe oscilação no processo quando a gente mexe muito nas convocações. Não foi o que aconteceu da última convocação para essa”, explicou.

Vitória histórica não muda cenário

O último encontro entre Brasil e Estados Unidos terminou com vitória brasileira por 2 a 1 em solo norte-americano. O resultado teve peso especial porque encerrou uma sequência negativa da seleção atuando nos Estados Unidos.

Arthur Elias, no entanto, evitou tratar o triunfo como uma vantagem para os próximos jogos. Para ele, a vitória teve valor histórico, mas não define o que acontecerá nos amistosos no Brasil.

“Não foi uma vitória gigantesca. Talvez a palavra não seja gigantesca, mas histórica. Porque antes dessa vitória, a seleção tinha jogado 12 jogos lá nos Estados Unidos e tinha perdido os 12 jogos. Então é histórica a vitória, assim como a gente fez outras histórias, de vencer a França na Olimpíada, vencer a Austrália na Austrália, outras histórias”, afirmou.

“Não é por essa vitória que a gente vai achar que os próximos jogos com os Estados Unidos vão ter alguma facilidade, algum caminho definido”, completou o treinador.

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