A Seleção Brasileira de futebol feminino terminou a Copa América Feminina como vice-campeonato. Neste sábado (3), o Brasil perdeu para a Colômbia em um jogo caótico com o placar de 3 a 2. Angelina, Amanda Gutierres e Marta (2x) marcaram para a Amarelinha, enquanto Linda Caicedo, Tarciane (contra), Mayra Ramírez e Leicy Santos fizeram para as colombianas.
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Além da nona taça continental, o resultado garante a Seleção Brasileira feminina de futebol em mais uma edição dos Jogos Olímpicos. Para Los Angeles-2028, FIFA e COI ainda não oficializaram o sistema de qualificação. A Conmebol prometeu, no regulamento da competição, afirmou que os finalistas da Copa América Feminina serão os representantes da América do Sul. Nas últimas edições, somente o campeão levou a vaga. Dessa forma, o Brasil garante uma segurança na “classificação”.
Com a conquista, o Brasil levanta a taça da Copa América Feminina de futebol de maneira invicta, assim como em 2022. Na primeira fase, a Seleção Brasileira venceu a Venezuela por 2 a 0, a Bolívia por 6 a 0, o Paraguai por 4 a 1 e ficou no 0 a 0 contra a mesma Colômbia. Na semifinal, goleou o Uruguai por 5 a 1.
Escalação e alterações
Arthur Elias escalou o Brasil para a final da seguinte forma: Lorena, Tarciane,Yasmin, Mariza, Fê Palermo, Angelina, Duda Sampaio, Gabi Portilho, Gio Garbelini, Dudinha e Kerolin. Amanda Gutierres e Isa Haas entraram nos lugares de Dudinha e Fê Palermo ainda no primeiro tempo. Luany entrou para a saída de Portilho, enquanto Gio e Duda Sampaio saíram para as entradas de Marta e Vitória Yaya. Na prorrogação, Johnson entrou no lugar de Kerolin.
Resumo do jogo
Embora com mais volume de jogo, o Brasil sofreu na maior parte do primeiro tempo. A Colômbia apostou nos contra-ataques e foi quem mais levou perigo no jogo. Tanto que, aos 24 do primeiro tempo, achou um troca de passes rápida dentro da área e Linda Caicedo apareceu sozinha para marcar.
Com a vantagem no marcador, as colombianas recuaram as linhas ainda mais. O Brasil pressionou, mas só conseguiu o empate graças à lambança de Jorelyn Carabalí. Nos acréscimos da primeira etapa, a zagueira da Colômbia teve um acesso de raiva e deu um empurrão em Gio dentro da área com a bola fora de disputa. Após revisão no VAR, a juíza marcou o pênalti. Angelina foi para a cobrança e empatou.
Drama no segundo tempo
As mudanças feitas na reta final do primeiro tempo tiveram ainda mais efeito no segundo. Kerolin e Yasmin fizeram a goleira colombiana Tapia trabalhar. Gio ainda acertou uma bola na trave. No momento em que o Brasil parecia melhor, uma bola mal recuada por Tarciane pegou Lorena desprevenida e fez 2 a 1 aos 25 minutos.
A Colômbia adiantou as linhas e forçou o Brasil a jogar com bolas longas. O confronto esfriou e, quando parecia não ter solução, a equipe brasileira achou o empate. Aos 35, um balão na área caiu no peito de Amanda Gutierrez, que bateu cruzado com a perna esquerda e deixou tudo igual novamente.
A empolgação pelo segundo empate acabou aos 43 minutos. Um contra-ataque colombiano pegou a defesa brasileira desorganizada e Linda Caicedo tocou para Mayra Ramírez fazer 3 a 2. O jogo caminhava para um desfecho trágico, mas, no último lance, Marta acertou um chutaço de fora da área e levou para a prorrogação.
Prorrogação e pênaltis
Na prorrogação, ficou claro que a Colômbia queria levar a decisão para os pênaltis. O jogo ficou travado. Foi nesse momento que a estrela de Marta brilhou novamente. No último minuto do primeiro tempo da prorrogação, a Rainha desviou cruzamento de Angelina e colocou o Brasil à frente pela primeira vez na partida.
Na segunda etapa, um erro na marcação deu uma falta na entrada da área para as colombianas. Leicy Santos cobrou com maestria e levou para as penalidades. Nela, Angelina deu um susto perdendo a segunda cobrança. A Colômbia perdeu duas na sequência e o Brasil teve a chance de fechar, mas Marta perdeu e a disputa foi para as alternadas. Lorena brilhou pegando chute de Carablí e deu o nono título