Diego Mendes ficou a apenas 2s74 de conquistar a medalha de bronze no contrarrelógio individual masculino dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026. O brasileiro iniciou a última volta na sexta colocação, recuperou duas posições e concluiu os 48 km do Circuito Rutas em quarto lugar. João Pedro Rossi terminou em sétimo. Na disputa feminina, Tamires Radatz ficou na oitava posição.
O título masculino ficou com o argentino Máximo Kalejman, que liderou todos os pontos de controle e terminou em 54min58s56. Atual campeão pan-americano, o colombiano Walter Vargas foi surpreendido e levou a prata com 55min27s48. O chileno Héctor Quintana completou o pódio ao marcar 57min05s59.
Mais sobre Santa Fé-2026
Diego reage na última volta
Diego iniciou a prova na sexta posição. Ele completou os primeiros 12 km em 14min32s59, a 49s80 de Kalejman e a 15s51 da zona de medalhas. João Pedro Rossi passou logo atrás, em sétimo, com 14min33s02. Apenas 43 centésimos separavam os brasileiros.
Na segunda volta, Diego manteve o sexto lugar com o tempo acumulado de 28min59s56. Rossi também permaneceu na mesma colocação, chegando aos 24 km em 29min04s58. A diferença para o pódio aumentou: eles passaram a estar 26s77 atrás do então terceiro colocado.
Diego continuou em sexto depois da terceira volta, com 43min12s92. A diferença para Héctor Quintana, que naquele momento ocupava a quarta posição, era de 15s65. O brasileiro, porém, aumentou o ritmo nos 12 km finais. Com uma última volta de 13min55s41, Diego ultrapassou o chileno Diego Rojas e o panamenho Carlos Samudio. Ele ainda descontou 12s91 em relação a Quintana, mas o chileno preservou o bronze por apenas 2s74.
“Eu sabia que podia brigar por uma medalha aqui. Venho me preparando desde o Pan-Americano, em março. Sabia que da metade para o final era onde conseguiria fazer a minha prova. Consegui tirar bastante tempo, mas, infelizmente, não foi o suficiente para pegar o bronze. Acho que dei o meu melhor. Foi o melhor contrarrelógio que já fiz e também o mais longo, o que para mim é bom”, analisou Diego Mendes.
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
“Achei um excelente percurso, bem parecido com os dos últimos dois Pan-Americanos. Fiquei até um pouco surpreso com o colombiano ter terminado em segundo, mas o argentino já vem mostrando que é um bom contrarrelogista, um dos melhores da América. Faz parte”, completou.
Tamires termina em oitavo
Única brasileira no contrarrelógio feminino, Tamires Radatz completou os 36 km em 50min20s38 e terminou na oitava posição. A tetracampeã brasileira da especialidade encerrou a disputa 2min45s34 atrás da campeã e 1min53s86 distante do pódio.
Tamires abriu a prova na sétima colocação, completando a primeira volta em 16min47s02. A brasileira caiu para oitavo no segundo giro, quando chegou aos 24 km com o tempo acumulado de 33min41s37.
Ela fez sua volta mais rápida no trecho final, percorrendo os últimos 12 km em 16min39s01. Apesar da melhora, permaneceu na oitava posição, com média final de 42,9 km/h. O ouro feminino ficou com a chilena Aranza Villalón, que completou o percurso em 47min35s04. A paraguaia Agua Marina Espínola conquistou a prata com 47min47s59, somente 12s55 atrás da vencedora. A argentina Daniela Dibella levou o bronze ao marcar 48min26s52.
Brasileiros voltam para a prova de resistência
Os representantes brasileiros voltam ao Circuito Rutas na sexta-feira (18) para as provas de resistência, disputadas em pelotão. A competição feminina começa às 9h, enquanto a masculina está marcada para as 12h.
João Pedro Rossi chega à prova principal como atual campeão brasileiro de resistência. Tamires conquistou o título nacional em 2024 e foi vice em 2026. Diego, por sua vez, poderá usar a potência demonstrada na volta final do contrarrelógio para buscar fugas ou trabalhar taticamente ao lado de Rossi.



