No último domingo (31), Roma viu a história do ciclismo de estrada ganhar mais um capítulo importante. Depois da segunda etapa do Giro D’Italia feminino, a capital italiana foi palco para 131 km da 21ª e última etapa do Giro masculino. Ao chegar no mesmo tempo do vencedor da etapa, Jonas Vingegaard se consagrou o campeão da 109ª edição da grande volta. Desse modo, o dinamarquês tornou-se apenas o oitavo ciclista da história a conquistar a Tríplice Coroa das grandes voltas.
- Corinthians vence Cruzeiro de virada e vai à semi do Brasileiro Feminino
- Mateus Isaac fecha classificatória do Mundial de iQFOiL na 33ª posição
- Após 2ª etapa, Nícolas Sassler cai para 17º geral no Tour de Salalah
- Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski dominam e avançam às quartas do US Open
- Carol Meligeni vence e fura o qualificatório do WTA 125 de Barranquilla
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
A etapa plana e em circuito teve festa italiana, já que o ciclista da casa, Jonathan Milan, da Lidl-Trek, venceu com o tempo de 3h05min50s. Outro italiano, Giovanni Lonardi que disputou o sprint e perdeu na chegada para seu compatriota. No entanto, as grandes atenções e fotos eram para Jonas Vingegaard, que chegou com o mesmo tempo, ao lado do restante de sua equipe, Visma Lease a Bike.
Com o tempo total de 83h22min11s, Jonas Vingegaard terminou com 5min22s de vantagem para o austríaco Felix Gall e 6min25s para o australiano Jai Hindley, segundo e terceiro colocados respectivamente. Dessa forma, o ciclista dinamarquês faturou o título pela primeira vez e acrescentou a conquista a sua vasta galeria. Com o bicampeonato do Tour de France (2022/23) e o título da Vuelta a España (2025), no domingo completou a Tríplice Coroa.
Quem tem a Tríplice Coroa
A real Tríplice Coroa do ciclismo de estrada é a junção do Tour de France, Giro D’Italia e o Mundial da UCI (prova de um dia que ocorre anualmente). Assim, apenas três ciclistas conquistaram tal feito no mesmo ano, o belga Eddie Merckx (1974), o irlandês Stephen Roche (1987) e o esloveno Tadej Pogacar (2024).
Uma ciclista mulher também tem essa Tríplice Coroa na mesma temporada, a holandesa Annemiek van Vleuten, em 2022. Fausto Coppi (ITA), Felice Gimondi (ITA) e Bernard Hinault (FRA) possuem essa conquista tripla, porém em anos diferentes. Além disso, Eddie Merckx é o único ciclista a conquistar, pelo menos, três vezes cada competição da real Tríplice Coroa.
No entanto, Jonas Vingegaard entra para um outro seleto grupo, no conceito de Tríplice Coroa das três grandes voltas, que consideram as provas de três semanas de resistência. Anteriormente, sete homens e uma mulher que tinham títulos de Tour, Giro e Vuelta em seus currículos. Jacques Anquetil (FRA) foi o primeiro a fechar com o título da Vuelta de 1963. Depois, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador (ESP), Vincenzo Nibali (ITA), Chris Froome (GBR) e Annemiek van Vleuten (HOL).
Apenas a holandesa Annemiek van Vleuten conseguiu o feito na mesma temporada (2022) e nenhum ciclista no masculino. Eddy Merckx, Bernard Hinault e Chris Froome conquistaram as três voltas de forma consecutiva, mas em anos distintos. Em quatro anos, ciclistas diferentes de um mesmo pais levaram as três voltas: França (1964), Espanha (2008), Grã-Bretanha (2018) e Eslovênia (2024). Por fim, apenas uma temporada teve domínio de uma equipe, com três vencedores diferentes, Jumbo-Visma em 2023.